Publicado por Redação em Notícias Gerais - 25/03/2011

Educação conquista um espaço bem maior

Os seguros educacionais, destinados a garantir o custeio dos estudos no caso de impedimento dos responsáveis pelos alunos, vão ganhando espaço nas escolas brasileiras. Executivos do setor estimam que a base de clientes destes seguros tenha crescido, em média, 11% em 2010 e a previsão é que o movimento em 2011 seja superior, por conta da maior divulgação do produto no mercado e da incorporação de novos serviços nas apólices, como o auxílio de recolocação profissional.

Diferentemente de um seguro tradicional de vida, o prêmio estipulado pelas seguradoras tem uma finalidade específica, que é pagar as mensalidades dos estudantes no caso do responsável perder o emprego, ficar impossibilitado de trabalhar por um período por causa de acidente ou doença (em geral, entre três e seis meses), sofrer invalidez ou morrer. No caso de falecimento, há planos que preveem o pagamento até o fim do ciclo cursado pelo aluno ou até ele concluir os estudos.

Quase todos os planos vendidos no mercado, segundo executivos, são comprados pelas próprias escolas, de forma coletiva. Em alguns casos, a contratação do seguro é optativa, mas em outros o produto é incorporado automaticamente ao valor da mensalidade.

Segundo o diretor-executivo da ADD Corretora de Seguros, Álvaro Dabus Filho, há uma lógica de mercado na predominância dos planos coletivos: nesta modalidade, os preços tendem a cair, o que facilita a vida dos pais, que têm de arcar com os custos das mensalidades e de outros itens escolares. Em geral, os valores variam entre 2% e 5% da mensalidade do curso.

Dabus Filho ressalta que o cliente que compra um plano deste tipo considera a educação dos filhos tão ou mais importante do que assegurar o patrimônio da família. É o mesmo raciocínio adotado pelo diretor técnico da Liberty Seguros, Paulo Uemeki. "A única coisa que você pode dar a seu filho e que ele nunca poderá perder é a educação."

A Liberty está neste mercado há seis anos, mas só mais recentemente, conforme essa modalidade ficou mais conhecida no mercado, é que a demanda ficou mais aquecida, afirma o diretor. A expansão foi de 10% em 2010 e a Liberty tem 31 mil segurados no segmento.

Uemeki diz que a tendência é de que o seguros educacionais incorporem vários serviços agregados. A Liberty oferece um plano que, no caso de desemprego do responsável, prevê o pagamento de dois meses a um ano das mensalidades. O segurado ainda tem ajuda de uma empresa especializada em recolocação profissional.

As seguradoras também oferecem como assistência aos alunos em casos de acidentes e doenças. A Porto Seguro, por exemplo, oferece ao segurado direito a transporte em caso de lesão por acidente pessoal e tratamento fisioterápico. Já a Bradesco Seguros prevê a locação de aparelhos ortopédicos e hospitalares. Há planos, como no caso do Itaú, que garantem assistência funeral.

A diretora de pessoa física do Itaú Seguros, Aline Coropos, diz que este mercado continuará crescendo. Ela destaca que os seguros educacionais estão associados a colégios particulares mais caros, de alunos com alto poder aquisitivo, mas o setor está se expandindo para todos os tipos de escolas.

"Entre os nossos clientes temos colégios particulares que não tem mensalidade tão elevada, além de escolas técnicas, de idiomas e universidades", diz Aline. "A preocupação com a qualidade e continuidade da educação dos filhos deixou de ser uma preocupação exclusiva das classes A e B." Em 2010, o crescimento do Itaú no setor de seguro educacional foi de 28%. Atualmente, a base de segurados é de 50 mil.

Fonte: www.skweb.com.br | 25.03.11


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