Publicado por Redação em Vida em Grupo - 07/12/2012

66% das vítimas de acidentes ficam inválidas

Mato Grosso possui uma frota de 466 mil motocicletas, o que coloca este tipo de veículo como o recordista em acidentes de trânsito e de vítimas fatais. Em 2012 já deram entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá 3.817 vítimas de acidentes com motos, das quais 1,65% morreram.

Segundo dados do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat), 66% das pessoas que se acidentam ficam inválidas para sempre. Muitas têm membros amputados.

Este índice se reflete diretamente nos atendimentos realizados pelo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que recebe, por dia, entre sete e nove pacientes com fraturas ocasionadas por acidentes de moto, muitos dos quais em estado gravíssimo. Estes tipos de pacientes sobrecarregam o PSM gerando gastos elevados. Segundo o diretor geral do PSM, Antônio Ignácio, esse volume de acidentes com motos gera uma despesa de mais de R$1 milhão por mês em cirurgias ortopédicas, principalmente as de politraumatismo (mais de uma fratura), que são consideradas de alta complexidade.

“As pessoas falam da fila para as cirurgias em Cuiabá, eu entendo, mas é complicado lidar com uma demanda tão grandiosa na instituição. Nós atendemos todo o estado, inclusive pacientes interestaduais e até internacionais, principalmente vindos da Bolívia. Se nós recebemos todas as pessoas que nos procuram, os corredores ficam cheios, se não recebemos, é omissão de socorro”, declarou.

Além dos pacientes que permanecem internados, casos considerados de menor complexidade que aguardam cirurgia em casa, através de vagas pela Central de Regulação Municipal, chegam a ficar mais de um ano à espera do procedimento.  Esta espera gera consequências trágicas a pacientes que muitas vezes não conseguem recuperar seu poder laboral por conta das sequelas adquiridas com o acidente, que ficam sem o tratamento adequado.

Segundo a assessora jurídica da central, Miriam Guimarães, as vagas para os procedimentos são divididas em três classificações, sendo elas: eletiva 1, na qual o paciente fica em um mês na fila para a liberação do procedimento médico; eletiva 2, na qual o paciente espera em média quatro meses e eletiva 3, na qual a espera é de cerca de nove meses ou mais.

“Esta classificação é realizada pelo médico da central e encaminhada para as vagas nos hospitais. O que muitas vezes acontece é que nós realizamos a liberação, mas os hospitais não têm vagas para fazer os procedimentos”, informou.

Imprudência - Para o presidente do Comitê Municipal de Mobilização pela Saúde e Segurança no Trânsito, Fabio Liberali Weissheimer, cerca de 90% dos acidentes com moto poderiam ser evitados apenas com ações de prevenção e repressão à imprudência.

“A repressão aos crimes e à imprudência no trânsito funciona muito bem, nós tivemos a prova disto com a implantação da Lei Seca. Nesta implantação da lei eu era médico do Samu (Serviço Móvel de Urgência); na época eu fiz um estudo sobre a aplicação que constatou que a Lei Seca impactou em 60% na diminuição dos acidentes no mês da fiscalização ostensiva”, declarou o médico que ainda complementou que a falta de fiscalização gera o não funcionamento da lei.

“É preciso que todos tomemos consciência de que se houvesse mais cautela no trânsito, os recursos poderiam ser investidos em outras áreas de atendimento que ainda se encontram muito deficientes”.

Fonte: cqcs


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Lei de seguro

O Brasil não dispõe de uma Lei sobre seguros, e o projeto de autoria do então Deputado Federal José Cardozo, hoje atual Ministro da Justiça, está no Parlamento há mais de oito anos.

Vida em Grupo, por Redação

Susep passa integrar Subgrupo de Transparência de Resseguro

Na última reunião do Subcomite de Resseguros da IAIS (Associação Internacional de Supervisores de Seguros), da qual a Superintendência de Seguros Privados (Susep) é membro, realizada em novembro do no passado, em Washington (EUA),

Vida em Grupo, por Redação

Mercado repete crescimento acelerado também em 2012

Faturamento de seguros, previdência e capitalização avança 21%, pulando para R$ 157 bilhões

Vida em Grupo, por Redação

Os microsseguros são regulamentados no Brasil

A primeira, de número 262, estabelece regras e procedimentos para a constituição das provisões técnicas e para a definição da necessidade, por ativos garantidores,

Vida em Grupo, por Redação

Microsseguros atrai seguradoras de ponta do mercado

As chamadas seguradoras que lideram o ranking brasileiro do setor, por sua especialidade focam no microsseguros uma grande porta que se abre não somente para o produto, mas também o avanço de tíquetes mais elevados, tornando conhecido da população das classes que acendem ao consumo com a melhor distribuição de renda.

Vida em Grupo, por Redação

Empresas do mercado de seguros apostam em novas lideranças

A Zurich Seguros acaba de anunciar a designação de Sergio Wilson Ramos Junior para o cargo de vice-presidente de Personal Lines, área responsável por seguros de bens para pessoas físicas e pequenas e médias empresas.

Vida em Grupo, por Redação

Catástrofes encarecem em 10% as apólices de riscos patrimoniais

Relatório Insurance Market Update Third Quarter 2011 (Atualização do Mercado de Seguros - 3º Trimestre de 2011) da corretora de seguros Marsh revela que os efeitos das perdas catastróficas ocorridas no mundo, durante o primeiro semestre, elevaram em 10% as taxas das apólices de seguros patrimoniais (property) nos últimos três meses.

Deixe seu Comentário:

=