Publicado por Redação em Previdência Corporate - 20/10/2014

Sistema de previdência do Brasil cai quatro posições, segundo índice da Mercer

O sistema previdenciário do Brasil, que inclui as previdências social e complementar, ocupa a 18ª posição no ranking de 2014 divulgado pelo Melbourne Mercer Global Pension Index, estudo realizado pela Mercer em parceria com o Australian Centre for Financial Studies - ACFS (Centro Australiano de Estudos Financeiros). No total, são 25 países no ranking medido pelo índice. Em 2013, o Brasil ficou em 14º lugar entre 20 países participantes.  

A nota geral do país não sofreu mudança expressiva, caindo de 52,8 no ano passado para 52,4 este ano (em uma escala até 100), mas a inclusão de novos países com sistemas de previdência melhores que o do Brasil ocasionou a queda de posições. Atrás do Brasil estão Itália (49,6); México (49,4); China (49); Indonésia (45,3); Japão (44,4); Coreia do Sul (43,6) e Índia (43,5).

Embora o Brasil esteja posicionado na 18ª colocação do ranking, o consultor de aposentadoria Leandro Ribeiro, que participou da elaboração do estudo, destaca que há alguns itens de grande peso na avaliação em que o Brasil ficou entre os primeiros colocados. “A cobertura do benefício da previdência social em relação ao salário médio, bem como a regulação e supervisão para os setores privados são exemplos de indicadores em que o Brasil se destacou”, explica.

Por outro lado, Ribeiro diz que há itens importantes nos quais o Brasil ficou muito aquém em comparação com os outros países, como a baixa participação da população em planos de previdência privados e o fraco nível de poupança previdenciária em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

Entre as medidas sugeridas para aperfeiçoar o sistema no Brasil estão a introdução de uma idade mínima de acesso aos recursos; ampliação da cobertura dos empregados em programas de previdência complementar, aumentando assim o nível de contribuições e de ativos. Outras sugestões são o aumento da participação dos empregados nos programas de previdência complementar por meio de participação ou adesão automática; e a introdução de um nível mínimo de contribuições obrigatórias em um plano de aposentadoria.

Outros países

A Dinamarca segue na primeira colocação no ranking, com uma pontuação geral de 82,4, devido à boa cobertura do sistema de previdência, bem como ao alto nível de ativos e contribuições. Em seguida aparece a Austrália, com 79,9, e a Holanda, com 79,2.

A professora Debora Ralston, diretora executiva do ACFS destaca que as pontuações médias estão aumentando ao longo do tempo, sugerindo que a reforma da previdência ao redor do mundo está tendo um efeito positivo. “A pontuação média para 14 países, em 2010, foi de 61,7 em comparação a 64,3, para os mesmos países, em 2014,” declara.

Os desafios comuns a muitos países incluem a necessidade de elevar a idade de aposentadoria para refletir o aumento da expectativa de vida; promover maior participação da força de trabalho com idades mais avançadas; encorajar níveis mais elevados de poupança privada; aumentar a cobertura do sistema de previdência privada por meio de um elemento de obrigatoriedade ou inscrição automática; reduzir os resgates de recursos antes da aposentadoria; aperfeiçoar a governança dos planos de previdência privada; e exigir maior transparência.

Fonte: http://www.investidorinstitucional.com.br


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