Publicado por Redação em Notícias Gerais - 21/05/2014

No 2º dia de paralisação em SP, sindicato estima que 8% ônibus não circulam

Após um dia de caos no trânsito e no transporte público de São Paulo, a quarta-feira (21) começou problemática para quem precisa de ônibus para ir trabalhar. Pelo menos cinco empresas mantiveram a paralisação iniciada ontem. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que o rodízio de veículos está mantido.

O presidente do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano), José Valdevan Noventa, estima que cerca de 1.200 ônibus (8% da frota total da cidade) estejam parados nesta manhã. Segundo ele, a paralisação não tem previsão para terminar e é realizada por opositores do sindicato. A SPTrans não confirma o número.

Veículos das companhias Gato Preto, Santa Brigida, Sambaíba, Via Sul (todas nas zonas norte, noroeste e oeste) e VIP (na zona sul) não deixaram as garagens. Ônibus da viação Campo Belo, que havia aderido ao movimento, voltaram a circular às 5h40, de acordo com a SPTrans.

Apenas o terminal Lapa continua fechado, mas as operações estão comprometidas em quase todos devido à ausência de coletivos.

 Na avenida Faria Lima, sentido Largo da Batata, dezenas de ônibus começam a estacionar nas pistas da direita e da esquerda, com o pisca alerta ligado, repetindo estratégia colocada em prática ontem.

Segundo a "Band", na Grande São Paulo, as companhias Pirajussara, na região de Embu, e Viação Osasco, que atende a região de Osasco, também estão paradas.

A avenida  Professor Francisco Morato, na zona oeste, está parcialmente bloqueada nos dois sentidos pelos rodoviários entre as ruas Caminho do Engenho e José Valter Seng, segundo a CET.

O corredor de ônibus da avenida Cupecê, na zona sul, está bloqueado nos dois sentidos por coletivos da Viação Tupi.

Ontem o prefeito Fernando Haddad (PT) comparou a paralisação inesperada de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo à atuação de uma guerrilha.


Reivindicações

Os motoristas e cobradores que têm participado das paralisações pertencem a uma dissidência da atual direção do Sindimotoristas --que representa a categoria na capital paulista-- que, até agora, preferiu manter-se no anonimato.

O pouco que se sabe do grupo dissidente é que eles exigem um reajuste maior do que os 10% propostos pelas empresas de ônibus e aprovados na última segunda-feira (19) em assembleia da categoria que reuniu milhares de trabalhadores.

Segundo José Valdevan, o Noventa, presidente do Sindimotoristas, a categoria abriu negociação com as empresas exigindo 13% de reajuste. Inicialmente, o SP Urbanuus, sindicato patronal das empresas de ônibus, ofereceu 5,2% de reajuste, equivalente à inflação do último ano.  Diante da recusa dos trabalhadores, o sindicato patronal subiu a proposta de reajuste para os 10%.

Também foi oferecido aumento de R$ 1,20 no vale-refeição diário, de passou de R$ 15,30 para R$ 16,50, além de uma parcela fixa anual de R$ 850, referente à participação nos lucros e resultados (PLR). O acordo também prevê o reconhecimento de insalubridade, que permitirá aos motoristas e cobradores se aposentar com 25 anos de trabalho (atualmente o tempo de serviço é de 35 anos para homens e 25 para mulheres).

Fonte: www.uol.com.br


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