Publicado por Redação em Notícias Gerais - 18/10/2011

Bovespa cai 0,58% por cautela de investidor; dólar vale R$ 1,76

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não destoa dos demais mercados financeiros e também oscila no campo negativo. Ontem, as autoridades alemães jogaram um "balde de água fria" no otimismo de muitos investidores, ao afastar a possibilidade de uma solução "consolidada" para a crise das dívidas soberanas entre as diversas lideranças europeias.

No front doméstico, a espera pelo resultado da reunião do Copom fornece ainda mais motivos para a cautela dos negócios.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, retrocede 0,58%, aos 53.600 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,76 bilhão.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,762, em um decréscimo de 0,39%. A taxa de risco-país marca 233 pontos, número 1,30% acima da pontuação anterior.

Na Europa, as principais Bolsas sofrem perdas de 0,36% (Londres) e Paris (0,72%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve alta de 0,10%.

Entre as primeiras notícias do dia, o Birô Nacional de Estatísticas (BNE) chinês informou que o país teve um crescimento de 9,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com idêntico período no ano passado. No segundo trimestre, nos mesmos termos de comparação, o incremento do PIB foi calculado em 9,5%.

A desaceleração do crescimento econômico no gigante asiático não foi bem recebida nas Bolsas asiáticas, que fecharam em queda.

Outro dado que também preocupa os investidores foi a advertência da agência Moody's, sobre uma possível revisão do 'rating' (nota de risco de crédito) da dívida soberana francesa.

A agência manteve a qualificação máxima para as condições de solvência do país, mas indicou que a nação europeia enfrenta sérios desafios financeiros, com a necessidade de ajudar os países mais fragilizados na zona do euro, e que vai monitorar suas reformas econômicas e financeiras.

Nos EUA, o índice de preços PPI (preços no setor atacadista) revelou uma inflação de 0,8% ante estabilidade em agosto e alta de 0,2% em julho. Economistas do setor financeiro projetavam uma variação bem menor, na casa de 0,2%.

O chamado "núcleo" do índice, que exclui os preços de energia e alimentos (mais voláteis) do cômputo total, também ficou acima das expectativas, ao mostrar uma variação de 0,2%, ante projeções de 0,1%.

O mercado aguarda ainda o discurso de Ben Bernanke, presidente do banco central americano, previsto para o final desta tarde.

COPOM

O Comitê de Política Monetária anuncia amanhã a nova taxa básica de juros do país, hoje em 12%. A grande maioria dos analistas acredita em ajuste para 11,50%, mas a surpreendente decisão de agosto (corte de um ponto percentual) pode aumentar a cautela dos investidores até o anúncio oficial.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 18.10.11

 


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