Publicado por Redação em Notícias Gerais - 20/05/2011

Alternativa para EUA é aumentar arrecadação pública

A economia norte-americana ainda enfrenta problemas estruturais para retomar o caminho do crescimento, e uma das alternativas necessárias para o país sair da crise iniciada em 2008 é aumentar a arrecadação pública, defendeu Barry Eichengreen, professor de economia e ciências políticas da Universidade de Berkeley, na região de São Francisco (Califórnia), no debate Perspectivas da Economia Global, no 6º Congresso Anbima de Fundos de Investimento em São Paulo.

Enquanto estatísticas do Fundo Monetário Internacional estimam em 2,8% o aumento no PIB norte-americano neste ano, mesma taxa de 2010, Eichengreen disse que discorda do consenso do mercado devido a quatro fatores que ainda pesam nos ombros dos norte-americanos. O principal deles é a persistente desvalorização dos imóveis, que entram em nova tendência de baixa de preços, afirmou o professor de Berkeley.

A redução na taxa de desemprego nos EUA, que reverteu a tendência de alta em março de 2010, ainda não foi suficiente para recuperar a quantidade de postos de trabalho que foram perdidas desde o início da crise, afirmou Eichengreen. Em abril deste ano foram criadas 244 mil novas vagas mas são necessárias 200 mil por mês apenas para manter estável a taxa de desemprego nos EUA. “Nesse ritmo, vai demorar seis anos para voltar a uma situação de pleno emprego,” disse Eichengreen.

Outros fatores estruturais a segurar a retomada do crescimento norte-americano são os preços do petróleo, que aumentaram 20% apenas neste ano, e a queda dos gastos e investimentos do governo. “Ainda contamos com as nossas exportações, mas dependemos também do crescimento dos outros países do mundo. Por isso tudo, não há evidências de uma tendência de aumento de inflação nos EUA,” afirmou.

Segundo Eichengreen, que é considerado uma das maiores autoridades mundiais em finanças globais e no sistema monetário internacional, o maior desafio dos Estados Unidos no médio prazo é a questão fiscal. E, ao contrário dos países europeus, nos quais o problema fiscal está nas despesas, nos EUA a questão é não arrecadar impostos na mesma proporção que outros países, afirma. A arrecadação federal no país é de 14% do PIB dos EUA. “Mas eu digo que é preciso aumentar os impostos, porque não sou político,” disse o professor de Berkeley.


Fonte: www.investimentosenoticias.com.br | 20.05.11


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