Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/09/2011

Pessimismo mundial faz Bovespa fechar em queda de 2,7%


Os mercados financeiros iniciaram a semana de maneira turbulenta. Ainda refletindo as más notícias da semana, e num hiato de números da economia americana (devido ao feriado local), as Bolsas que operaram hoje se mancharam de vermelho.

Logo pela manhã, as principais Bolsas asiáticas encerravam os negócios com perdas entre 1% e 2%, reagindo com atraso à informação de que a maior economia do planeta teve uma geração nula de empregos no mês passado.

As Bolsas europeias intensificaram esse nervosismo, com investidores se desfazendo de ações do setor financeiro. O mercado de Londres retrocedeu 3,57%, enquanto a Bolsa de Paris recuou 4,7% e Frankfurt, 5,27%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não escapou da derrocada generalizada: o índice Ibovespa, o termômetro por excelência dos negócios domésticos, caiu 2,71%, para os 54.998 pontos.

O giro financeiro foi bastante baixo, de apenas R$ 3,3 bilhões (metade do registrado nos pregões anteriores), confirmando a tradição de que, sem a referência de Wall Street, os investidores optam por ficar de fora do pregão.

O dólar comercial subiu pelo quarto dia consecutivo, atingindo o preço de R$ 1,650 (alta de 0,85%), a maior cotação desde 29 de março.

Em reunião realizada hoje com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou "preocupante" o cenário econômico internacional.

No encontro, no qual Mantega habitualmente apresenta um balanço da economia mundial, o ministro teria expressado que o cenário é "preocupante", mas reafirmou que o "Brasil está sólido e preparado para enfrentar as adversidades da crise".

E no exterior, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje na Austrália que não prevê uma recessão na Europa nos próximos meses, e sim um crescimento "modesto".


EUA E COPOM

"A situação na zona do euro e nos EUA não está nada favorável. Nós já viemos de alguns indicadores [econômicos] muito ruins, mas me parece que a gota d'agua foi o 'payroll', que espalhou um sentimento de temor por uma recessão mundo afora", comenta Mitsuko Kaduoka, analista da Indusval Corretora. "Para mim, somente isso explica as Bolsas europeias caindo 5% como hoje".

A profissional também teme o que pode aparecer na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que será divulgada na próxima quinta-feira, com o detalhamento dos motivos que levaram à surpreendente redução dos juros básicos de 12,50% para 12%.

"Eu me questiono quais números que os diretores do BC tinham na mesa de reuniões. Se a ata realmente mostrar alguns números muito desfavoráveis [sobre a economia], a Bolsa pode reagir negativamente", acrescenta.

A decisão do BC gerou polêmica no setor financeiro. Para muitos, ao enfatizar que a crise internacional terá o efeito de conter a alta recente dos preços domésticos, o a autoridade monetária fez um aposta muito alta no "pior cenário", que não é unanimidade nem no mercado nem entre os especialistas econômicos.


Os mercados financeiros iniciaram a semana de maneira turbulenta. Ainda refletindo as más notícias da semana, e num hiato de números da economia americana (devido ao feriado local), as Bolsas que operaram hoje se mancharam de vermelho.

Logo pela manhã, as principais Bolsas asiáticas encerravam os negócios com perdas entre 1% e 2%, reagindo com atraso à informação de que a maior economia do planeta teve uma geração nula de empregos no mês passado.

As Bolsas europeias intensificaram esse nervosismo, com investidores se desfazendo de ações do setor financeiro. O mercado de Londres retrocedeu 3,57%, enquanto a Bolsa de Paris recuou 4,7% e Frankfurt, 5,27%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não escapou da derrocada generalizada: o índice Ibovespa, o termômetro por excelência dos negócios domésticos, caiu 2,71%, para os 54.998 pontos.

O giro financeiro foi bastante baixo, de apenas R$ 3,3 bilhões (metade do registrado nos pregões anteriores), confirmando a tradição de que, sem a referência de Wall Street, os investidores optam por ficar de fora do pregão.

O dólar comercial subiu pelo quarto dia consecutivo, atingindo o preço de R$ 1,650 (alta de 0,85%), a maior cotação desde 29 de março.

Em reunião realizada hoje com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou "preocupante" o cenário econômico internacional.

No encontro, no qual Mantega habitualmente apresenta um balanço da economia mundial, o ministro teria expressado que o cenário é "preocupante", mas reafirmou que o "Brasil está sólido e preparado para enfrentar as adversidades da crise".

E no exterior, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje na Austrália que não prevê uma recessão na Europa nos próximos meses, e sim um crescimento "modesto".


EUA E COPOM

"A situação na zona do euro e nos EUA não está nada favorável. Nós já viemos de alguns indicadores [econômicos] muito ruins, mas me parece que a gota d'agua foi o 'payroll', que espalhou um sentimento de temor por uma recessão mundo afora", comenta Mitsuko Kaduoka, analista da Indusval Corretora. "Para mim, somente isso explica as Bolsas europeias caindo 5% como hoje".

A profissional também teme o que pode aparecer na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que será divulgada na próxima quinta-feira, com o detalhamento dos motivos que levaram à surpreendente redução dos juros básicos de 12,50% para 12%.

"Eu me questiono quais números que os diretores do BC tinham na mesa de reuniões. Se a ata realmente mostrar alguns números muito desfavoráveis [sobre a economia], a Bolsa pode reagir negativamente", acrescenta.

A decisão do BC gerou polêmica no setor financeiro. Para muitos, ao enfatizar que a crise internacional terá o efeito de conter a alta recente dos preços domésticos, o a autoridade monetária fez um aposta muito alta no "pior cenário", que não é unanimidade nem no mercado nem entre os especialistas econômicos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 05.09.11
 


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