Publicado por Redação em Dental - 28/10/2011

O que a Odontologia minimamente invasiva faz por você?

 

Saúde bucal é coisa séria, mas ainda tem muita gente que só se lembra de recorrer a um cirurgião-dentista quando sente dor. E, numa hora dessas, alguns nem se preocupam se o profissional escolhido tem acompanhado as evoluções da Odontologia ou se é adepto da abordagem minimamente invasiva.

“Há 30 anos, com as limitações em termos de diagnóstico e tecnologia disponível, era comum o cirurgião-dentista optar pela extração do dente que doía. Hoje, esse quadro mudou radicalmente. Nosso objetivo é preservar a saúde oral e a estrutura natural do dente o máximo possível”, diz Lucianne Maia, cirurgiã-dentista que vai coordenar um simpósio sobre tratamento minimamente invasivo durante o 30º CIOSP – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo – que acontece entre 28 e 31 de janeiro de 2012.

De acordo com Lucianne, a abordagem minimamente invasiva no tratamento de cáries envolve detecção e controle dos fatores de risco, diagnóstico precoce de lesões iniciais, intervenções minimamente invasivas – que preservem a estrutura sadia em lesões cavitadas – e monitoramento constante. “O ácido produzido pela fermentação dos alimentos provoca perda progressiva do tecido dentário. Essa perda é muito prejudicial à saúde bucal, podendo desencadear dor, sensibilidade exagerada e culminar na perda do dente. Com foco na máxima conservação, encaramos a cárie como um desequilíbrio que requer acompanhamento constante. Assim, preservamos ao máximo o esmalte e a dentina”.

A cirurgiã-dentista afirma que a educação para uma boa higiene oral, associada ao consumo inteligente de açúcares e ao uso adequado de flúor, são procedimentos minimamente invasivos fundamentais e de comprovada eficácia na prevenção da cárie dentária. Além disso, a tecnologia envolvida nos materiais adesivos, o uso de técnicas minimamente invasivas para a remoção de tecido cariado e o uso de selantes também contribui muito para essa nova abordagem da Odontologia.

“O selante, por exemplo, age como uma camada plástica protetora. É aplicado nos pontos de maior incidência de cáries, como as depressões nos dentes laterais e de trás – que servem para mastigar o alimento. Vale ressaltar que, como 90% das cáries ocorrem durante a infância, os selantes previnem cáries ao criar uma barreira entre os dentes e os açúcares e bactérias. Outra vantagem do procedimento é impedir a progressão da cárie. Ou seja, o selante tem a propriedade de impedir que a cavidade aumente, exigindo um doloroso tratamento de canal”, diz Lucianne.

Os cirurgiões-dentistas devem, na opinião da especialista, envolver mais seus pacientes na gestão da saúde bucal, educando sobre os fatores de risco para o aumento de cáries, a importância da boa alimentação e da higiene oral adequada, bem como acostumá-los a encarar o profissional de Odontologia não como alguém a quem recorrer nas emergências, mas alguém que contribuirá para assegurar uma boca saudável e um corpo saudável, já que as doenças bucais podem comprometer a saúde geral do indivíduo.


Fonte: Dra. Lucianne Cople Maia de Faria, cirurgiã-dentista, coordenadora do simpósio sobre tratamento minimamente invasivo durante o 30º CIOSP – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo – que acontece entre 28 e 31 de janeiro de 2012.

Fonte:http://www.pautas.incorporativa.com.br|28.10.11
 


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