Publicado por Redação em Dental - 18/01/2013

Biópsia na odontologia

A biópsia consiste na remoção de amostra de células e/ou tecidos em um organismo vivo. Após a remoção do material, ele é devidamente identificado e enviado para um laboratório de Patologia, onde será processado e analisado microscopicamente. Depois desses procedimentos, o patologista emitirá um laudo histopatológico informando as características do material analisado e chegando, na maioria das vezes, a um diagnóstico definitivo da doença e/ou alteração em questão.

Embora a biópsia seja utilizada principalmente para diagnóstico precoce de lesões malignas, também é muito útil na identificação das causas de crescimento tecidual, doenças inflamatórias e infecciosas. Trata-se de um exame seguro, sem necessidade de internação e o risco de complicações é mínimo.

Na cavidade bucal, são realizadas basicamente três tipos de biópsia: por excisão, aspiração e punção. A escolha da biópsia dependerá do tipo de lesão, sua extensão e da suspeita clínica. Após a remoção total (excisional) ou parcial (incisional) da lesão, esta deve ser colocada num recipiente contendo solução de formol em uma concentração a 10%.

É importante destacar que, para lesões bucais, o material a ser analisado deve ser encaminhado a um patologista bucal, pois este profissional, por possuir maior conhecimento dos tecidos da boca, terá melhores condições técnicas de formular uma análise mais detalhada.

Geralmente, o tempo decorrido desde a remoção da lesão até o diagnóstico do patologista gira entre 7 a 14 dias. Todavia, existem lesões de difícil diagnóstico e outras situações, como na biópsia de osso, em que o resultado pode demorar vários meses para ser emitido devido à descalcificação do material.

Qualquer lesão persistente, presente por mais de dez dias, cuja história clínica e aspecto não permitam o diagnóstico, deve ser imediatamente biopsiada.

As lesões ulceradas são feridas que surgem na cavidade oral, algumas delas desaparecem num prazo de 10 a 15 dias, outras não. Dentre as mais comuns destaca-se a afta, que se caracteriza como úlcera de contorno regular, geralmente dolorosa. Não desaparecendo em duas semanas, estas lesões devem ser biopsiadas.

É impressionante verificar como muitos pacientes possuem verdadeiro pavor quando escutam a palavra “biópsia”. Acredita-se que isto ocorra devido a uma carência de maior informação frente a tal procedimento. Na verdade, a biópsia é realizada para diagnosticar-se todo e qualquer tipo de doença, desde as mais simples como um cisto, por exemplo, até enfermidades graves como um câncer. É importante ressaltar que, na maioria das vezes, o diagnóstico final após a realização da biópsia é compatível com doenças simples que acontecem em grande parte da população. Ou seja, a realização de uma biópsia não está estritamente relacionada com uma lesão suspeita de câncer na maioria dos casos.

Apesar do medo de algumas pessoas, a biópsia deveria ser utilizada rotineiramente para diagnóstico de lesões. Pode-se afirmar com certeza que, de maneira geral, não existem grandes preocupações para a realização de uma biópsia. Entretanto, sua realização deve ser feita por um profissional que tenha habilidade para saber retirar o material de forma adequada, pois a escolha da área a ser analisada será importante para a formulação do diagnóstico. O dentista deverá analisar cada caso com cautela e, quando achar necessário, encaminhar o paciente para o estomatologista, o especialista da odontologia responsável pela avaliação das lesões bucais.

Fonte: odontologia.com.br


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