Publicado por Redação em Vida em Grupo - 27/05/2011

Novo remédio contra hepatite C pode aumentar chance de cura em até 79%

Um novo remédio contra a hepatite C deve chegar ao Brasil em outubro. O Incivek, nome comercial do componente telaprevir, pode aumentar a chance de cura em até 79%.

A agência de alimentos e medicamentos do Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou a nova fórmula na última segunda-feira (23). O custo da medicação nos EUA varia entre US$ 20 mil e US$ 30 mil.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH), Humberto Silva, o composto é visto com otimismo.

“Esse remédio vai complementar a esperança de cura dos portadores de hepatite C que há 20 anos vêm se tratando. No Brasil, são 3 milhões de pessoas infectadas, e apenas 10% sabem que estão doentes. É uma coisa assustadora”, disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Ao chegar ao país, o medicamento precisará ter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado. O Ministério da Saúde ainda não sabe qual será o valor do remédio no mercado nacional ou se o composto será distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além desse medicamento, foi aprovado em maio, o Victrelis, nome comercial do componente boceprevir. É um inibidor de protease – enzima de ligação fundamental para a multiplicação do vírus da hepatite C e age de maneira muito semelhante ao Incivek.

A hepatite C age no organismo por vários anos sem desenvolver qualquer sintoma, até causar a cirrose (falência hepática) e, em outros casos, também o câncer de fígado. E ainda é dividida em quatro tipos de vírus: 1, 2, 3 e 4 – chamados de genótipos. O Incivek vai agir no genótipo 1, que é justamente o mais difícil de tratar, pois é resistente aos remédios que existem.

O presidente da ABPH explica que o tratamento da hepatite traz alguns efeitos indesejáveis. Os cabelos caem, os pacientes sentem dores na cabeça, no corpo. Ele ressalta que o novo medicamento será usado de maneira complementar. “Esse remédio não substitui os já existentes que é o Interferon (injeção semanal) e a Ribavirina (cápsulas diárias). O Incivek são cápsulas diárias, que deverão ser acrescentadas aos dois medicamentos, e tomadas por 12 semanas.”

Silva alerta para a importância do teste, que pode ser feito por meio de exames de sangue, ou uma biópsia do fígado. “Pessoas de 30 a 60 anos, pessoas que tiveram transfusão de sangue, que vão muito a dentistas, que possuem tatuagens no corpo, estão no grupo de risco.”

Fonte: www.saudebusinessweb.com.br | 27.05.11


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Seguradoras aperfeiçoam planos de contiingência e continuidade dos negócios

O aumento das perdas por catástrofes naturais e ou causadas pelo homem tem refinado a forma com que todos lidam com riscos. Até mesmo as seguradoras, acostumadas a prever e calcular perdas, estão preocupadas em aperfeiçoar seus planos de continuidade dos negócios e de contingência.

Vida em Grupo, por Redação

Mercado segurador apresenta crescimento de 22,1%

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) revelam que o mercado de seguros apresentou um crescimento de 22,1%, em comparação entre os primeiros cinco meses de 2011 (janeiro a maio) e igual período de 2012.

Vida em Grupo, por Redação

Dificuldade ou oportunidade em seguros?

O setor de seguros vive uma situação inesperada quando da quebra do monopólio do resseguro. Uma série de atividades econômicas,que nunca teve maiores problemas para segurar seus riscos patrimoniais, passou a não encontrar cobertura nas companhias de seguros em operação no País.

Deixe seu Comentário:

=