Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 04/09/2013

Maca que deixa usuário de ponta-cabeça ajuda a aliviar dores nas costas

Divulgação/Trielo

A maca de inversão ajuda a alongar a musculatura, reduzir o estresse e melhorar a circulação sanguínea

A maca de inversão ajuda a alongar a musculatura, reduzir o estresse e melhorar a circulação sanguínea


Ficar de cabeça para baixo por alguns minutos alivia a pressão exercida pela gravidade sobre a coluna vertebral, o que é útil para quem sofre de dores nas costas. É a partir desse conceito que nasceu a terapia de inversão, uma técnica que antigamente contava com máquinas grandes e sofisticadas, e hoje é feita em macas dobráveis, que quase não ocupam espaço.

Especialistas têm usado as macas de inversão não só para diminuir dores, mas alongar a musculatura, reduzir o estresse e melhorar a circulação sanguínea.  O equipamento pode ser utilizado em academias, clínicas de fisioterapia e até mesmo em casa.  Entre os adeptos, há  quem queira apenas ganhar qualidade de vida e prevenir futuros males, além de atletas que desejam aumentar o desempenho e reduzir dores após os treinos.

O fisioterapeuta Adriano Adolfo Aguiar, pós-graduado em Biomecânica e Fisiologia do Exercício pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, utiliza as macas em sua clínica. Ele conta que, hoje em dia, tratar a coluna é algo complicado, pois há vários fatores que podem causar dores. "A maca de inversão é pequena e barata (custa de R$ 2.000 a 3.000) e proporciona o mesmo efeito da mesa", diz.

Aguiar comenta que o equipamento proporciona a tração natural do corpo, alinhando e alimentando as vértebras, evitando patologias futuras, como hérnias de discos. Além disso, ajuda a relaxar. "Ela faz uma inversão extremamente natural; a gravidade trabalha sozinha e pode ser usada como forma de tratamento ou prevenção."

Segundo o fisioterapeuta, as macas de inversão curam oito em cada dez pessoas que precisariam passar por cirurgia. "O tempo que a pessoa gasta indo ao banheiro pegar um analgésico para cortar a dor poderia ser gasto na maca de inversão". O efeito, ele garante, seria o mesmo.

Ele acrescenta que é muito comum esportistas também utilizarem a técnica: "Os jogadores de basquetebol da NBA, nos intervalos das partidas, fazem a inversão. Isso aumenta em 15% a capacidade de raciocínio". Para Aguiar, qualquer pessoa, desde que bem orientada por um profissional, pode utilizar a maca sozinha.

Acompanhamento

O ortopedista Mauro Martinelli, formado pela Santa Casa de São Paulo e médico do esporte da clínica Vivid, é mais comedido: "Na literatura médica não há nada que comprove que este tratamento seja melhor que outros como quiropraxia, acupuntura e RPG, por exemplo. É uma terapia a mais para quem sente dores nas costas; vejo com bons olhos, mas como um algo a mais ao tratamento convencional."

Ele lembra que a prática pode ser benéfica em alguns casos e é uma boa alternativa, mas com acompanhamento de um profissional da saúde. E alerta: "Imagine uma pessoa fazendo isso em casa, sozinha, travando a coluna ou tendo um problema de pressão? Quem irá ajudá-la?"

Martinelli também chama a atenção para situações de risco, como casos de artrose ou hérnia de disco, que podem até ter uma piora. "A maca não pode ser vendida como a resolução do problema, porque ela melhora, mas não trata a causa da dor".

Segundo a Trielo, empresa que comercializa as macas, o uso do aparelho precisa de supervisão médica em casos de AVC, hipertensão, gravidez ou fragilidade óssea. Aguiar acrescenta à lista glaucoma, casos de pré-operatório e de obesidade.

USUÁRIOS APROVAM

  • Divulgação/Trielo

    A psicóloga Solange Uehara, de 54 anos, usa a maca não por sentir dor, mas porque fica muito tempo sentada e, em algumas ocasiões, em pé para dar palestras. "Preciso dar uma atenção especial à minha postura. Com a gravidade a gente vai encolhendo; com a maca, eu cresço. Além disso, 'desestressa' a ossatura e a musculatura", diz.

    Ela usa a maca com o acompanhamento do fisioterapeuta e diz que ficar de cabeça para baixo tira o desconforto do pescoço e faz com que a pessoa vá se alinhando. "Agora, me sinto mais bem 'postada', tenho maior liberdade para movimentar meu pescoço. Enfim, foi um achado. Recomendo".

    Thais Santos é empresária, tem 39 anos e sofre de escoliose desde a adolescência. Ela afirma que sua coluna tem o formato de um S. "Eu fiz fisioterapia, RPG e quiropraxia, que me ajudou bastante, mas as dores não passavam".

    Ela conta que tudo piorou quando teve um filho, hoje com quatro anos, e que carregá-lo no colo só piorou a situação. Vivia à base de remédio. Um dia, assistindo a um programa de televisão, viu uma celebridade usando o aparelho numa academia e achou interessante. Tempos depois, descobriu que a maca podia ser comprada.

    "Eu comprei e faço sozinha em casa. Claro que segui as instruções e há alguns casos em que as pessoas não podem fazer, mas não tive nenhum problema. Faz seis meses que uso a maca e nunca mais tomei remédio. Fico até emocionada ao falar. Ela alivia tudo".

    A empresária diz que faz a inversão duas vezes por semana, por cinco minutos, ou quando sente dor. E que até conseguiu convencer o irmão, cético até então, a praticar. "Ele também virou fã", finaliza.

  • Fonte: Uol Saúde


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Estudo americano aponta que atividade física reduz chances de Alzheimer

Um estudo da Universidade de Washington aponta que pessoas que praticam atividade física têm menos chances de desenvolver o Alzheimer. Em seis anos de pesquisa, dos 158 participantes do estudo, 107 desenvolveram a doença.

Saúde Empresarial, por Redação

SP oferece quatro cursos gratuitos para profissionais da saúde

O Instituto da Saúde, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, abriu inscrições para quatro cursos de aperfeiçoamento e atualização destinados a profissionais que trabalham na área de saúde.

Saúde Empresarial, por Redação

Brasil dobra número de transplantes na última década

O número de transplantes de órgãos e tecidos mais que dobrou na última década no país, alcançando 23.397 cirurgias no ano passado. O número equivale a quase 8% dos transplantes feitos em todo o mundo no mesmo período, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (08)

Saúde Empresarial, por Redação

Hospitais da rede pública usarão robô em cirurgias

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, será o primeiro hospital da rede pública do país a usar tecnologia robótica em cirurgias. Segundo Inca, o robô deve chegar entre janeiro e fevereiro de 2012. O projeto será implantado no primeiro semestre do ano que vem.

Comentários  ( 1 )

permalink

Dorival dagnone filho disse em 06/06/2021 às 23:19:41

Boa noite qual valor e se há disponibilidade. Att

Deixe seu Comentário:

=