Publicado por Redação em Notícias Gerais - 24/04/2015

Levy diz que País está tomando decisões difíceis porque há confiança das pessoas

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou neste domingo, em um debate no Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre política fiscal, que o Brasil está tomando decisões difíceis e fazendo um ajuste das contas públicas de modo a garantir uma base para o crescimento. "O Brasil está tomando decisões difíceis porque as pessoas confiam. Tivemos que colocar o ajuste fiscal em prática de modo que você tenha uma base sólida para alcançar o crescimento. As pessoas entenderam isso, o Congresso entendeu. Há legitimidade, há transparência", afirmou o ministro.

"Muitos vezes as pessoas pobres pagam um preço alto por um alto déficit - pela inflação ou pela política fiscal", disse o ministro respondendo uma pergunta da plateia sobre os efeitos da política fiscal para os mais pobres. "Ter uma responsabilidade fiscal é muito bom, uma proteção para as pessoas pobres", afirmou.

Levy afirmou que, no pós-crise financeira de 2008, o Brasil tomou medidas anticíclicas que, em seguida, se esgotaram. "O País mudou para políticas menos acomodatícias", disse durante o debate.

O ministro ressaltou a necessidade de os fundos de pensão investirem mais em ativos reais e não apenas em dívida. E muitos desses ativos reais podem estar no exterior, disse o ministro, ressaltando também o papel do mercado de capitais de mobilizar recursos para financiar a infraestrutura.

Ainda no debate, Levy afirmou que é preciso ter um arcabouço sobre como gastar o dinheiro público e discutir sempre o tema com a sociedade. "É preciso desenvolver métricas para medir os resultados", destacou.

Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o Brasil está dando continuidade ao fortalecimento do arcabouço de políticas econômicas na preparação para o momento em que os Estados Unidos elevarem os juros. Essa foi uma das mensagens que Tombini deu a investidores e economistas durante os encontros da reunião de primavera do FMI, que terminou neste domingo, de acordo com informações da assessoria de imprensa do BC.

Um dos pontos para o fortalecimento do arcabouço de política econômica é a ancoragem das expectativas de inflação, ressalta o BC. Tombini deixou claro nos encontros que a intenção é que a inflação possa convergir para a meta oficial de 4,5% em dezembro de 2016.

Tombini ficou três dias em Washington e se reuniu nesse período com um conjunto de 150 pessoas, entre investidores estrangeiros e brasileiros e reuniões bilaterais. O último encontro foi neste domingo, com o diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner.

Fonte: Jornal Diário do Grande ABC


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Justiça manda Receita e Anvisa operarem com escala mínima em SC

A Justiça Federal em Santa Catarina determinou que Receita Federal e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) operem com pelo menos 30% de servidores nos portos de Itajaí e Navegantes e concluam em até oito dias os despachos de importação e exportação de mercadorias.

Notícias Gerais, por Redação

Lucro do Banco do Brasil recua 25,7% no quarto trimestre de 2011

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido de R$ 2,972 bilhões no quarto trimestre de 2011, com recuo de 25,7% na comparação com o mesmo período de um ano antes. Apesar disso, o valor foi acima das projeções compiladas pela InfoMoney.

Notícias Gerais, por Redação

Governo amplia programa de financiamento à exportação

A Secex (Secretaria de Comércio Exterior) assina nesta quarta-feira uma portaria que permitirá que as micro e pequenas empresas que exportam bens sem a exigência de Registro de Exportação (apenas para vendas limitadas a até US$ 50 mil) possam participar do Proex (Programa de Financiamento às Exportações).

Notícias Gerais, por Redação

Chefe do FMI considera apropriados os recursos da instituição

Os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) são "apropriados", declarou nesta segunda-feira a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

Deixe seu Comentário:

=