Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/03/2013

Juros baixos são prioridade para manter o crescimento da indústria

É o que pedem empresários e o ministro do trabalho

O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, afirmou ontem, em Belo Horizonte, que uma elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, como apostam os analistas do mercado financeiro para o país conter a inflação, será um retrocesso. Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff está sensível aos riscos que a medida poderá trazer num momento de recuperação da indústria. “É prioridade garantir a competitividade da economia e os caminhos são reduzir o custo do capital, melhorar a taxa de câmbio e baixar as tarifas, como foi feito no setor elétrico. Seria um retrocesso voltarmos à política de juros altos”, disse Brizola Neto, ao se encontrar com empresários da indústria mineira, durante a solenidade de lançamento das comemorações dos 80 anos da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg).

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da produção industrial do Brasil em janeiro. As empresas de Minas apresentaram crescimento do volume produzido de 1,6% na comparação com dezembro e de 10,1% ante o mesmo mês do ano passado, na série sem efeitos sazonais, confirmando perspectiva de retomada depois de duas quedas no fim do ano passado. Em 12 meses a produção do setor acumula alta de 2,4% no estado, enquanto no país houve queda de 1,9%. Com o faturamento (5,3%) e as horas trabalhadas (3,2%) também crescendo, segundo a Fiemg, os industriais querem a manutenção dos juros em níveis baixos para evitar que o fio da recuperação das fábricas seja quebrado.

A expansão da indústria em relação a janeiro de 2012 indica que as medidas do governo para animar o setor começaram a surtir efeito. “Precisamos é de orientar a população para que o consumo seja responsável e não criar empecilhos (elevar os juros) ao crescimento da produção industrial, a menos que não se considere a indústria um setor importante para a economia brasileira”, afirmou o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior. A reação do setor deu o tom à comemoração do aniversário da instituição no Teatro Sesiminas, em BH.

Fôlego

“A indústria mineira apresentou a melhor resposta às medidas do governo”, disse o analista do IBGE em Minas Antônio Braz de Oliveira e Silva. Para ele, o desempenho do setor este ano será melhor do que em 2012, influenciado, em parte, pela fraca base de comparação. Sem fazer projeções, ele calcula que se o setor estagnar nos outros meses, apenas a expansão de janeiro já garante crescimento estatístico de 3,4% da produção da indústria no ano.

A indústria mineira foi uma das nove que tiveram crescimento no país na comparação com dezembro, com destaque para o Paraná (11,3%) e o Ceará (9,3%). Frente a janeiro do ano passado, o avanço em Minas é inferior apenas ao do Ceará (15,4%). Em relação ao mesmo mês de 2012, a indústria extrativa (10%), veículos automotores (42,7%), outros produtos químicos (18,1%) e têxtil (17,1%) foram as que mais cresceram, enquanto fumo (-50,6%) e celulose, papel e papelão (-1,1%) registraram queda. Para Guilherme Leão, gerente de Economia da Fiemg, a manutenção dos juros baixos, a desoneração da folha de pagamento e a aceleração dos investimentos públicos podem sustentar o crescimento da indústria este ano. Com a presença do governador Antônio Anastasia e de representantes de 133 sindicatos filiados à Fiemg, a instituição lançou selo comemorativo do aniversário com imagens que fazem referência a segmentos importantes da produção mineira criadas pelos artistas plásticos Carlos Bracher, Fernando Velloso e Ronaldo Fraga.

Fonte: www.em.com.br


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