Publicado por Redação em Notícias Gerais - 16/05/2012

IBGE: número de assalariados no País sobe 17,3% em quatro anos

O número de assalariados no País aumentou 17,3% de 2007 a 2010, passando de 36,7 milhões para 43 milhões, de acordo com o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quarta-feira. Apenas em 2009 e 2010, foram gerados 2,8 milhões empregos, equivalente a 44% do total.

Conforme a pesquisa, de 2009 a 2010, o total de salários e remunerações pagas aumentou 9,2%, enquanto o salário médio mensal subiu apenas 0,6%, passando de R$ 1.640,12 para R$ 1. 650,30. Em 2010, os órgãos do governo, apesar de representarem somente 0,4% das organizações, absorveram 18,6% do pessoal ocupado total, 21,5% do total de assalariados e pagaram 31,3% dos salários e outras remunerações.

A pesquisa constatou ainda que os salários médios mensais, em salários mínimos, foram de 3,2 salários em 2010, uma redução em relação a 2009 (3,3 salários) e em relação a 2007 e a 2008 (3,4 salários). Em 2010, o salário médio mensal foi de R$ 1.650,30 e os salários mais elevados foram pagos pela administração pública (R$ 2.268,12), e o mais baixo pelas empresas privadas (R$ 1.461,37), com uma diferença de 55,2%. As entidades sem fins lucrativos pagaram R$ 1.534,48.

O setor de comércio de veículos automotores e motocicletas criou 1,4 milhão de novas ocupações, tendo crescido 6,8%, ao ano, acima da média (5,5%) dos outros setores, o que equivale a 22,6% do saldo de 6,3 milhões de novas ocupações no período. O setor de construção gerou o segundo maior saldo de ocupações formais, 947,9 mil, ou 14,9%, com crescimento de 16,1% ao ano. O setor de indústria de transformação apresentou o terceiro maior saldo, com criação de 772,2 mil novas vagas (3,5% ao ano).

Empresas
Em 2010, do total de empresas, 88,5% eram microempresas, 9,9% eram empresas pequenas, 1,3% eram médias e 0,3% eram grandes, diz o instituto. De 2007 a 2010, as participações relativas das microempresas reduziram-se de 89,0% para 8,7% no número de empresas, de 27,5% para 26,6% no pessoal ocupado total, de 14,8% para 14,6% no número de assalariados.

Nos quatro anos analisados na pesquisa, o número de empresas do País aumentou 17,3%, o pessoal ocupado total 20%, os funcionários assalariados 21,6% e os salários nas empresas 53,7%. Em termos absolutos, foram criadas 677,2 mil empresas, com 6,2 milhões de novas vagas e 5,5 milhões de pessoas assalariadas e R$ 197,9 bilhões em salários e remunerações.

As grandes empresas foram responsáveis pela geração de 39,1% do incremento no pessoal ocupado total, 44,3% no pessoal ocupado assalariado e 57,1% nos salários, seguidas as pequenas empresas que tiveram participação de 22,3% do total de pessoal ocupado e 23,4% no pessoal ocupado assalariado. Nos salários, eklas contribuíram com 17,1% do saldo.

Gênero x escolaridade
De acordo com a pesquisa, ocorreu uma ampliação na diferença salarial por sexo e por nível de escolaridade de 2009 para 2010. Enquanto, em 2009, os salários dos homens eram 24,1% acima do das mulheres, em 2010 essa diferença passou para 25%. Contudo, por nível de escolaridade, o pessoal com nível superior recebia, em 2010, salários mensais 230,4% acima do pessoal sem nível superior, enquanto em 2009 esta diferença havia sido de 225%.

Analisando o pessoal ocupado assalariado segundo o sexo, em 2010, 57,9% eram homens e 42,1% eram mulheres. Considerando a escolaridade, 83,4% não tinham nível superior e 16,6% tinham. Os homens receberam, em média, 3,5 salários mínimos e as mulheres 2,8 salários, uma diferença de 25%, segundo o instituto. Os empregados assalariados com nível superior receberam, em média, 7,6 salários mínimos, enquanto o pessoal sem nível superior ganhou apenas 2,3 salários, uma diferença de 230%.

Conforme dados do instituto, houve uma redução na participação dos homens no número de assalariados, de 58,1% para 57,9% (queda de -0,2 ponto percentual), enquanto a participação das mulheres passou de 41,9% para 42,1%.

Fonte: Terra


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