Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 27/07/2011
Hospital das Clínicas investe R$ 6,4 mi e expande centros de tratamento
Com um investimento total de R$ 6,4 milhões, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, inaugurou, nesta terça-feira (26), um Centro de Reprodução Humana, que recebeu R$1,4 milhões de reais para sua realização, juntamente com um Centro de Diagnóstico de Gastroenterologia, que recebeu R$ 5 milhões para sua construção.
Essas mudanças possibilitam ao Centro de Reprodução Humana tem a meta de aumentar 50% da sua capacidade de atendimento. Para isso foi feito um investimento de R$1,4 milhões.
A partir de agora, serão realizados 30 ciclos de fertilização “in vitro” por mês. A meta do Professor Edmund Baracat, Titular da Disciplina de Ginecologia do HC, é elevar este número para 80 ciclos até dezembro de 2011 e a 100 ciclos a partir de 2012
O local foi totalmente reformado e conta com laboratórios de micromanipulação de Gametas, Sêmen e Criopreservação, e Laboratório de Pesquisa Genômica para investigar anomalias e dar aconselhamento genético aos casais.
Outra novidade é que o centro poderá ampliar a faixa etária e atender também mulheres com idade superior a 38 anos. O protocolo especial encontra-se em desenvolvimento para que essas pacientes possam ter perspectiva reprodutiva, adiantou o prof. Edmund Baracat.
O Centro de Reprodução Humana do HC oferece tratamento de baixa e de alta complexidade, como inseminação intra-uterina, fertilização in vitro, injeção intracitoplasmática de espermatozóides, além de procedimentos clínico-cirúrgicos para restabelecer a capacidade reprodutiva, como reversão de vasectomia e correção microcirúrgica de varicocele e reversão de laqueadura tubária. Todo o tratamento é gratuito.
Gastroenterologia
Já a inauguração do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia, foram investido de R$5 milhões, que permitiram a ampliação do escopo de atuação, com a integração dos procedimentos de Endoscopia Digestiva Alta, Colonoscopia, Colangiografia Endoscópica, Ecoendoscopia, Retossigmoidoscopia, Enteroscopia, Ultrassonografia, Manometria Esofágica, Manometria Anorretal, pHmetria com um e dois sensores e Biofeedback, em uma área de 550 metros quadrados.
Ao todo, são 35 tipos de exames oferecidos aos pacientes do Sistema Único de Saúde. E permitirá que o serviço triplique os atendimentos chegando a 15 mil procedimentos por ano.
As novidades ficaram por conta da implantação de uma unidade especializada em detecção de câncer precoce de fígado, que realiza biópsias de nódulos hepáticos e alcoolização de carcinoma hepatocelular, e da área de atendimento de colonoscopia.
A Elastografia Hepática, inédita na rede pública de saúde do país, permite avaliar, em apenas 5 minutos, o grau de rigidez do fígado (fibrose hepática) e o estágio da doença. Não invasivo, o método tem substituído a biópsia do fígado nos casos de hepatite C em países da Europa, em especial na França.
A cromoendoscopia virtual, outra inovação, conta com imagens em alta definição e tecnologia óptica que, por meio de bandas estreitas de luz, permite ao médico um diagnóstico mais rápido e preciso das lesões malignas de boca, garganta e esôfago. O exame é indolor, de simples aplicação e sem efeitos colaterais se comparado aos métodos atuais.
Tomografia
Um tomógrafo de dupla energia, primeiro a ser utilizado na América Latina, também faz parte do pacote de novos serviços do HC. Com um investimento de aproximadamente R$ 4,3 milhões o Instituto de Radiologia, além de adquirir o aparelho, teve a sua área de tomografia reformada. O objetivo foi melhorar a precisão diagnóstica e o atendimento aos cerca de 3.500 pacientes/mês que realizam exame na unidade.
Outro diferencial é a rapidez na aquisição das imagens com esse tomógrafo, que permite redução da exposição do paciente à radiação (até 50% menor para exames de corpo inteiro e até 83% menor em procedimentos cardíacos) em comparação aos equipamentos já conhecidos – sem perda da qualidade das imagens, um benefício principalmente para crianças e adultos jovens, que passarão por vários exames ao longo da vida e podem sofrer efeito cumulativo da radiação.
Fonte: www.saudeweb.com.br | 27.07.11
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O tratamento é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A criança toma o medicamento para repor regularmente o fator de coagulação no sangue. Com isso, previne lesões nas articulações e diminui as chances de sangramentos.
Para ter direito ao remédio, a criança precisa ter cadastro em um dos 35 centros de tratamento de hemofilia - a maioria deles vinculados aos hemocentros dos Estados ou municípios. Depois de uma avaliação médica e psicológica, os pais ou responsáveis assinam termo de compromisso sobre o uso do medicamento pela criança em casa.







