Publicado por Redação em Previdência Corporate - 11/09/2013

Fundos de pensão querem atrair baixa renda

Estagnado em torno de 17% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor previdenciário quer sensibilizar o governo em relação à necessidade de adoção de incentivos tributários para atrair a adesão de pequenas e médias empresas e de trabalhadores de baixa renda. O novo foco de interesse do segmento foi identificado em uma pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), que será apresentada hoje durante 34º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, em Florianópolis (SC).

"Sem incentivos, estamos excluindo uma grande parcela da população a uma cobertura previdenciária", afirmou ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, o presidente da Gama Consultores, Antônio Gazzoni. No caso das pequenas e médias empresas, o problema está na forma de contabilização do lucro. A maioria , segundo ele, trabalha com lucro presumido e, por isso, não se beneficia do abatimento permitido por lei do gasto previdenciário sobre a folha de pagamento.

Já os trabalhadores de baixa renda, que utilizam a versão simplificada do Imposto de Renda, são prejudicados por não conseguir abater contribuições previdenciárias em sua declaração. "Queremos levantar essa discussão", afirmou Gazzoni, ao ressaltar que a pesquisa utilizou como amostra fundações que representam 80% do patrimônio do setor.

Segundo ele, o governo sabe que essa é a direção a tomar. "Melhorando a cobertura previdenciária vamos diminuir a pressão social no futuro. É uma questão de política de Estado", disse. Para padrões internacionais, a fatia do segmento no PIB brasileiro é pequena. Nos Estados Unidos, a participação gira na casa dos 50%. No Chile, o setor responde por uma fatia maior, de quase 70%.

A pesquisa da Abrapp identificou ainda que as fundações devem se ajustar antes do prazo previsto ao novo patamar de meta atuarial fixado pelo governo. De acordo com o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), órgão ligado ao Ministério da Previdência Social, os fundos terão que baixar a meta para 4,5% até 2018.

"Isso mostra que as fundações estão atentas ao horizonte de longo prazo. Não estão sendo motivados pela norma, mas, motivados pela governança", disse. Segundo ele, a pesquisa indica que a recente alta dos juros não interferiu no ajuste dos planos a nova realidade do setor.

A pesquisa destacou ainda que as fundações continuam mais aplicadas em renda fixa do que gostariam. Quando houver essa migração, o segmento mais beneficiado será o de operações estruturadas, que inclui fundos imobiliários e de private equity. Responsável por essa parte do estudo, Carlos Garcia, da Itajubá Investimentos, alerta que esse movimento pode gerar, no futuro, uma escassez produtos. Além de estimular as fundações a buscarem oportunidades de investimentos mais rentáveis no mercado internacional. "Metade dos fundos tem expectativa de ir ao exterior", revelou.

Fonte: A Tarde UOL


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Previdência privada tem função de completar a social

Segundo o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira, não é adequado fazer uma comparação

Previdência Corporate, por Redação

Jovens viram alvo da previdência privada com alta da empregabilidade

Busca pela seguridade privada aumentou no primeiro trimestre do ano. Em algumas empresas, a participação na faixa etária até 40 anos chega a 65%.

Previdência Corporate, por Redação

INSS envia mais de 2 mil cartas-aviso para aposentadoria em abril

Todos aqueles contribuintes que foram considerados aptos a se aposentar em abril já começaram a receber as chamadas cartas-aviso. A informação foi repassada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ontem (4).

Previdência Corporate, por Redação

Declaração do IR com cartão com chip deve se tornar obrigatória

Contribuintes que tiveram rendimentos em 2012 acima de R$ 10 milhões – sejam eles tributáveis (como rendas provenientes de trabalho, aluguéis e pensões), isentos (como rendimento de poupança, FGTS), não tributáveis (como férias indenizadas)

Previdência Corporate, por Redação

Previdência fecha 2012 com déficit 9% maior

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) fechou o ano passado com um déficit de 42,293 bilhões de reais. O valor é resultado da diferença entre 283,717 bilhões de reais em arrecadação e 326,010 bilhões de reais em despesas com benefícios.

Previdência Corporate, por Redação

Saiba como declarar previdência privada no Imposto de Renda

Quem contribui mensalmente com a previdência privada precisa declarar os pagamentos efetuados ou um eventual resgate no Imposto de Renda, mas não é todo plano que pode ser informado no formulário do IR.

Previdência Corporate, por Redação

Quanto vale seu patrimônio na hora de se aposentar?

Que tal se aposentar aos 65 anos e dispor de R$ 5 mil para gastar todos os meses, como bem entender, até os 85 anos de vida? Melhor ainda se o seu padrão de vida antes da aposentadoria já era de R$ 5 mil, ou seja, não será necessário cortar gastos.

Previdência Corporate, por Redação

Troca de aposentadoria pode ser decidida logo

Com o fim do recesso no STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 1º de fevereiro, deve ser retomada a votação sobre a troca da aposentadoria, também conhecida como desaposentação.

Deixe seu Comentário:

=