Publicado por Redação em Dental - 17/01/2012

Focos dentários: o risco de não cuidar da saúde bucal

Problema pode afetar sistemas cardiovascular, respiratório e, principalmente, locomotor

Problemas bucais podem ser responsáveis por mais dor de cabeça que apenas cáries e tártaros. A falta de cuidados leva ao desenvolvimento de focos dentários que, se não forem tratados, podem resultar em doenças nos diversos sistemas, como o cardiovascular, o respiratório e, principalmente, o locomotor.

“O micro-organismo entra pela corrente sanguínea e segue para outros órgãos, especialmente aqueles já fragilizados por outro tipo de infecção”, explica o dentista Rafael Metropolo, da Academia Europeia de Ossointegração. “Problemas na gengiva são os principais causadores dos focos bucais”, complementa o especialista.

Série de doenças

De acordo com médicos do esporte, até 30% das lesões musculares dos jogadores profissionais de futebol são originadas de focos dentários. Além das lesões, esportistas e pessoas sedentárias ainda podem desenvolver série de doenças a partir dos focos dentários, como a asterosclerose, o enfarte e as doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

“Atualmente, a medicina bucal é fundamental para o tratamento de lesões. Não apenas o aspecto cárie, mas os problemas infecciosos e os traumatismos nesta área podem dificultar e muito a recuperação de uma lesão muscular aparentemente simples”, destaca o ortopedista José Luiz Runco, médico da Seleção Brasileira e do futebol profissional do Flamengo.

A atenção com a saúde bucal deve ser redobrada em mulheres grávidas, já que a presença de vírus e bactérias no organismo acentua a perda de peso e pode levar até a um parto prematuro.

Cuidado com as inflamações

A única forma de evitar focos dentários é a prevenção. Pressões na arcada dentária por sisos e cáries — que podem evoluir para infecções odontogênicas a partir da entrada de bactérias —, além de inflamações nas gengivas, devem ser tratados com atenção.

“É importante ir ao dentista. Pela estrutura do trabalho, jogadores de futebol profissional, principalmente, acabam se cuidando mais. O problema é quando falta atenção à saúde bucal”, observa o ortopedista José Luiz Runco.

“Se o paciente for saudável em relações bucais, tem boa chance de se prevenir dos focos. O ideal é fazer revisão com o dentista de seis em seis meses, pelo menos”, diz Rafael Metropolo.

Cuidados com saúde bucal rendem frutos

Para evitar transtornos com seus jogadores, o Flamengo investe na saúde dental. A equipe juniores tem acompanhamento constante de uma dentista. O investimento tem rendido bons frutos: na última temporada, só um jogador teve suspeita de focos dentários.

O atacante Lucas, de apenas 19 anos, sofreu três lesões na coxa. “A equipe médica logo desconfiou que fosse problemas nos dentes, mas felizmente o dentista disse que minha saúde dentária estava ótima”, conta o jogador.

Fonte:www.folha.uol.com.br|17.01.12


Posts relacionados

Dental, por Redação

Dentes caírem não é normal, diz especialista

Os dentes não têm data de validade. Isso mesmo, com exceção dos dentes de leite que começam a cair por volta dos seis anos, os dentes foram feitos para permanecerem na boca durante toda a vida.

Dental, por Redação

Dentes do bebê precisam de cuidados especiais

Os bons cuidados bucais começam cedo na vida. Mesmo antes dos dentes do bebê nascerem, existem alguns fatores que podem afetar sua futura aparência e saúde.

Dental, por Redação

Aparelhos móveis precisam de cuidado especiais

Como devo cuidar do meu aparelho móvel?

Dental, por Redação

Doenças bucais dificultam o controle do diabetes

Recentes pesquisas apontam para mais um possível vilão nesta luta: as doenças bucais. Há um agravante, segundo a dentista Profª. Drª Silvia C Nunez, da Clínica Avelar, pois "devido ao fato da descoberta ser recente, alguns profissionais de saúde tem pouca informação sobre o assunto e,

Dental, por Redação

Doença gengival pode ter participação na doença de Alzheimer

Um novo estudo feito por pesquisadores na Faculdade de Odontologia da NYU mostra que a doença gengival pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Dental, por Redação

MS garante 100 Unidades Odontológicas Móveis

População de municípios inseridos no Plano Brasil Sem Miséria será beneficiada com tratamento clínico e ações de promoção e prevenção à saúde bucal. Cada unidade móvel tem capacidade para realizar até 350 atendimentos por mês

Dental, por Redação

Câncer bucal: falta de diagnóstico explica índices elevados

Segundo tese de mestrado do dentista Érico Marcos de Vasconcelos, câncer bucal, em São Paulo, só é diagnosticado quando em estado avançado.

Deixe seu Comentário:

=