Publicado por Redação em Previdência Corporate - 12/07/2011

Fabricantes explicam porque o carro no Brasil é tão caro

SÃO PAULO – O alto custo dos veículos se dá por conta da margem de lucro das montadoras, que é muito maior no Brasil que em outros países. A conclusão é do diretor da agência AutoInforme, Joel Leite, em artigo publicado no final de junho.
 
Em resposta, Cleodorvino Belini, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos), recorreu a um estudo da PriceWaterhouseCoopers, que compara o custo da cadeia produtiva do Brasil com outros países, e enumerou os principais ofensores para o alto custo dos veículos no País.
 
Causas para o alto preço do carro no Brasil
Para Belini, de acordo com a Agência AutoInforme, em primeiro lugar aparece o problema do câmbio, pois a valorização do real frente ao dólar encarece os serviços adquiridos no Brasil.
 
Em segundo lugar ficou o custo do capital. “Como a produção de veículos tem uma cadeia longa, os fornecedores trabalham com capital de giro elevado e isso custa caro. Os juros altos aumentam o encargo financeiro cobrado para a produção”, disse Belini.
 
O custo da energia ficou em terceiro lugar na citação do dirigente. De acordo com estudo, o custo do kw/hora no Brasil é de 0,10 de euros, uma vez que na Europa é de 0,06, na Argentina 0,04 e no México 0,05. O estudo mostra ainda que o aço no Brasil é 40% mais caro que em outros países.
 
De acordo com o levantamento, o custo da logística no Brasil também é maior que a média mundial: entre 16% e 17% do custo final do produto. Segundo um representante dos fabricantes, o custo da logística não pode passar de 10% para que o país possa competir com o mercado.
 
Em resumo
O estudo conclui que a mão de obra no Brasil é muito cara, de cerca de 5,6 euros por hora. A comparação foi feita apenas com México 2,6 euros/hora, China 1,3 euros/hora e Índia 1,2 euros/hora.
 
Em média geral, a produção no Brasil é 60% mais cara do que na China, 40% mais cara que no México e 55% mais cara que na Índia.
 
Os fabricantes também dizem que o que encarece o preço final do carro, além do imposto direto, é a tributação indireta e os custos dos encargos sociais, que não existem em outros países.
 
A argumentação dos fabricantes é que, embora o mercado tenha crescido 115% de 2005 a 2011, a produção cresceu apenas 45%, o que significa que, se por um lado o mercado esta sendo atendido por produtos importados, por outro lado nossas exportações estão caindo.
 
De acordo com Joel Leite, os fabricantes esperam que algumas questões levantadas neste estudo sejam discutidas na segunda edição do Programa de Desenvolvimento Produtivo, que está sendo produzido pelo governo.
 
Fonte: web.infomoney.com.br | 12.07.11

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