Publicado por Redação em Notícias Gerais - 16/08/2012

Estudo: novo consumidor pode gastar mais, mas conhece limitações

Os consumidores que passaram a integrar a classe C nos últimos anos estão mais otimistas, têm a compra de um imóvel novo como sonho de consumo e consideram o preço como fator determinante no processo de compra, mostrou um estudo divulgado nesta quinta-feira pela consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza.

"O consumidor da classe emergente tem mais dinheiro no bolso, aspirações claras de consumo, mas é ciente de suas limitações", afirmou o sócio da GS&MD, Luiz Goes. Segundo ele, as classes B2 e C, ou emergentes, correspondem hoje a 70,5% do total de domicílios na capital paulista.

De acordo com o levantamento, feito com 360 consumidores que migraram de classe social nos últimos cinco anos em São Paulo, o preço é o atributo fundamental na decisão de compra, apontado como principal fator por 91% dos participantes, seguido por marca e formas de pagamento.

Esses mesmos consumidores, conforme o estudo, também vêm investindo cada vez mais em produtos e serviços que não possuíam há dois anos como TV por assinatura, telefone celular pré-pago e Internet, tendo a própria casa como principal centro de lazer.

O sonho de consumo dessa nova classe, entretanto, é a aquisição de um imóvel novo, maior ou melhor localizado. Na sequência foram citados automóvel e educação. "A situação financeira melhorou para sete a cada dez consumidores... É uma classe extremamente otimista", disse Goes. Segundo a pesquisa, 73% dos consumidores afirmaram que sua situação financeira melhorou nos últimos anos e 97% acreditam que ela irá melhorar.

Quanto aos canais de compra, as lojas físicas ainda predominam em relação aos demais, mas 26% dos participantes afirmaram já terem realizado ao menos uma compra via Internet, sendo os eletroeletrônicos e móveis os principais produtos adquiridos nesse caso. Com a migração de classes ganhando força mais recentemente, 87% dos consumidores fizeram a primeira compra via Internet somente nos últimos dois anos.

Dentre os participantes do estudo, apenas 29% afirmaram preferir realizar compras em shoppings na comparação com lojas de rua. "As pessoas ainda se sentem intimidadas a fazer compras em shopping centers", assinalou Goes.

Fonte: Reuters News


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Encontro entre Merkel e Hollande não terá tomada de decisões

O primeiro encontro entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente eleito da França, François Hollande, na próxima terça-feira será mais para que os dois líderes se conheçam e

Notícias Gerais, por Redação

Dilma diz que nova ministra atuará segundo diretrizes do governo

Na posse da ministra Eleonora Menicucci (Secretaria de Política para Mulheres), a presidente Dilma Rousseff afirmou que a indicada, favorável à descriminalização do aborto, atuará seguindo a linha do governo.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar recua para R$ 1,76; Bovespa ganha 0,38%

Os mercados moderaram um pouco do pessimismo predominante nesta semana, por conta dos desdobramentos da crise das dívidas soberanas na Itália.

Notícias Gerais, por Redação

Ministro defende mais dias letivos nas escolas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que prefere ampliar o número de dias letivos nas escolas em vez de ampliar o número de horas/aula.

Deixe seu Comentário:

=