Publicado por Redação em Previdência Corporate - 28/04/2014

Escolher a forma de tributação do plano de previdência privada é um dos grandes desafios

Tanto para o plano tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) como para o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), é preciso optar entre a tabela de tributação de Imposto de Renda progressiva e a regressiva.

Vale ressaltar que, uma vez feita a escolha, não é possível mudar de ideia depois. E uma decisão errada pode pesar no bolso.

Na tabela regressiva, a alíquota de IR cobrada começa em 35% e vai caindo a cada dois anos, até chegar a 10% após dez anos, sobre cada contribuição -os aniversários, portanto, variam.

Assim, os valores aplicados há mais de dez anos serão tributados em 10% de IR, mas, para os mais recentes, a alíquota será maior que essa, até o limite de 35%.

Já o regime progressivo adota as alíquotas usadas na declaração de ajuste anual do IR -de zero a 27,5%.

Por isso, é importante solicitar à instituição, antes de optar, uma simulação do impacto do imposto a ser cobrado sobre o valor final de resgate do plano pelo prazo em que se pretende investir.

Na tabela progressiva, ocorre tributação antecipada de 15% na fonte, sendo que o restante deve ser ajustado na declaração anual de IR.

"Na hora do acerto, se a renda tributável ficou em faixa inferior à de 15%, haverá imposto a restituir. Caso contrário, será preciso pagar IR", afirma Mauro Guadagnoli, superintendente comercial da seguradora Brasilprev.

Por essa característica, a tabela progressiva é vantajosa para quem se enquadra na faixa isenta ou de desconto de até 7,5% do IR, já que o investidor consegue restituir parte do valor pago -o que não ocorre na tabela regressiva, na qual a tributação é definitiva na fonte.

"Mas o principal fator que o investidor deve considerar é o tempo que vai permanecer com os recursos aplicados. Se pretende resgatar o dinheiro no curto ou médio prazos [até quatro anos], a tabela progressiva é a melhor. Já se ele tem uma visão de longo prazo, a tabela regressiva é mais interessante", afirma Renato Coelho, sócio do escritório de advocacia Stocche Forbes.

O regime de tributação progressiva também está sujeito a mudanças na alíquota de IR, caso o governo resolva alterar a tabela atual, diz Rogerio Araújo, sócio da corretora de seguros Brasil Insurance. "Sempre existe a possibilidade de o governo criar uma nova alíquota e o investidor ter de pagar imposto maior."

Fonte: www.uol.com.br


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Previdência social abre as portas em belmonte/ba

De Porto Seguro (BA) Os 22 mil habitantes de Belmonte, no extremo sul da Bahia, agora contam com uma Agência da Previdência Social (APS) e, por isso, não precisam mais se deslocar para Porto Seguro (BA), distante 73 quilômetros, em busca do atendimento previdenciário.

Previdência Corporate, por Redação

Municípios de alagoas ganham novas agências da previdência social

Moradores dos municípios de Craíbas e Igreja Nova, ambos em Alagoas, não precisarão mais se deslocar da sua cidade de origem para requerer benefícios previdenciários.

Previdência Corporate, por Redação

Conferência internacional debate a previdência complementar dos servidores no brasil, eua, canadá e suécia

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, destacou, na abertura da Conferência Internacional A Previdência Complementar dos Servidores Públicos, em Brasília (DF), na manhã desta quarta-feira (27)

Previdência Corporate, por Redação

Governo publica novas regras para aposentadoria por invalidez dos servidores

Foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30), a Emenda Constitucional de número 70, que cria novas regras para a aposentadoria por invalidez dos servidores públicos que recebem o benefício desde 1º de janeiro de 2004.

Previdência Corporate, por Redação

Quase 50% dos expatriados querem se aposentar no país em que trabalham

Quase a metade dos expatriados (47%) com idade superior a 55 anos gostaria de se aposentar no país no qual estão trabalhando, segundo revela pesquisa realizada pelo HSBC.

Previdência Corporate, por Redação

Brasil e Bélgica assinam termo de ajuste de acordo previdenciário

Brasil e Bélgica assinaram, nesta terça-feira, dia seis, termo de ajuste ao acordo previdenciário entre os dois países, firmado em 2009.O documento foi firmado pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e pelo embaixador da Bélgica no Brasil, Claude Misson.

Previdência Corporate, por Redação

Previdência Social reconhece necessidade de ajuste na aposentadoria por tempo de contribuição

O Ministério da Previdência Social divulgou hoje estudo em que reconhece a necessidade de "ajustes" na modalidade de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. Razão? Garantir a sustentabilidade do sistema" em favor das gerações futuras. Até agora, são exigidos 35 anos de contribuição para o homem e 30 anos, para a mulher.

Deixe seu Comentário:

=