Publicado por Redação em Notícias Gerais - 26/11/2013

Dívida pública federal passa de R$ 2 tri em outubro e bate recorde

A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,69% em outubro ante setembro e fechou o mês em R$ 2,022 trilhões. Foi o maior valor da série histórica iniciada em 2006, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (25). É a primeira vez que o montante passa de R$ 2 trilhões desde dezembro do ano passado.

A dívida pública mobiliária --em títulos públicos-- interna subiu 1,91%, passando de R$ 1,897 trilhão em setembro para R$ 1,933 trilhão em outubro. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 18,62 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Além disso, reconheceu R$ 17,53 bilhões em juros. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A DPF inclui débitos externos e internos. A dívida pública mobiliária interna refere-se a débitos no país.

A dívida de um governo ocorre por meio de contratos ou venda de títulos. Em qualquer caso, é contraída para obter dinheiro para obras ou para pagar outras dívidas.

A dívida interna representa o total de títulos públicos que o governo federal vendeu aos investidores dentro do Brasil. Não inclui nem a dívida externa nem empréstimos feitos por Estados, municípios e empresas estatais.

A Dívida Pública Federal só não subiu mais por causa da dívida pública externa, que caiu 2,73%, de R$ 88,85 bilhões em setembro para R$ 79,68 bilhões em outubro. O principal fator para essa variação foi a queda de 1,23% do dólar no mês passado.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em março, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões.

As emissões de títulos públicos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para a Caixa Econômica Federal foram o principal fator para a alta da dívida pública federal no acumulado do ano.

Os papéis reforçam o capital das instituições financeiras e permitem que os bancos emprestem mais. Desde julho, o Tesouro também passou a emitir títulos públicos para financiar o desconto médio de 20% nas tarifas de energia. O dinheiro vai para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

 Composição da dívida

Em relação à composição da dívida, os títulos prefixados atingiram 40,74% do total, ante 40,36% em setembro. Os papéis corrigidos pela inflação somaram 35,04% do total, ante 35,10% no mês anterior. Já os títulos atrelados aos juros básicos ficaram em 19,95% do total, menor que os 20,04% no mês anterior.

Entre os detentores dos papéis, a participação dos investidores estrangeiros caiu em outubro para 16,91%, frente 17,22% em setembro.

Fonte: www.uol.com.br (Com Agência Brasil, Reuters e Valor)


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

G20 confirmará empréstimo ao FMI apesar de atraso em reforma

Os líderes das principais economias do mundo estão prontas para confirmar que farão novos empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater a crise, apesar de algumas nações emergentes estarem frustradas com o ritmo lento de conquista de mais poder no credor global.

Notícias Gerais, por Redação

Banco Central aposta em inflação menor nos próximos 3 meses

A inflação brasileira está em "processo de convergência" e será mais baixa nos próximos meses, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

Notícias Gerais, por Redação

Fundos Renda Fixa Índices apontam maior retorno da indústria em abril, diz Anbima

Os fundos Renda Fixa Índices apresentaram o maior retorno da indústria de fundos em abril - de 3,42% -, entre os tipos com PL (patrimônio líquido) representativo e que mantiveram o melhor desempenho em 12 meses (20,66%).

Notícias Gerais, por Redação

Brasileiros acreditam que momento é bom para compra de bens duráveis

A maior parte dos brasileiros acredita que o momento econômico atual é propício para o consumo de bens duráveis, segundo revela o IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Notícias Gerais, por Redação

Economia brasileira voltará a crescer em novembro, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quarta-feira (23), em audiência na Câmara dos Deputados, que a economia brasileira crescerá mais nos últimos meses do ano.

Deixe seu Comentário:

=