Publicado por Redação em Notícias Gerais - 12/07/2013

BC reduz custo para que bancos tragam recursos de filiais para o Brasil

O Banco Central (BC) definiu mais uma medida para estimular a entrada de dólares no País e, por consequência, ajudar a conter a alta da moeda americana. O procedimento, divulgado na noite de quinta-feira no sistema de informações do BC, modificou o cálculo do requerimento de capital para cobrir riscos de exposição em moeda estrangeira, ouro, ativos e passivos sujeitos à variação cambial.
 
Na prática, a decisão reduz o custo para que as instituições financeiras tragam recursos de filiais no exterior para o País. A norma entrou em vigor imediatamente. De acordo com o BC, a medida não reduz "a prudência e a solidez do sistema financeiro". Para o BC, as regras prudenciais brasileiras "continuam significativamente mais conservadoras que o padrão internacional".
 
O governo também anunciou, recentemente, outras medidas para suavizar a alta do dólar. No último dia 3, o BC eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos, o que aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.
 
O BC também retirou o depósito compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com isso, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair. Outra atuação do BC é por meio de operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.
 
Além dessas ações do BC, o governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Antes, a alíquota era 6%. Outra mudança foi a isenção de IOF, que era cobrado, com alíquota de 1%, sobre a venda de moeda estrangeira no mercado futuro.
 
Fonte: Terra

Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

INSS muda regras do pedido do auxílio-doença para agilizar a fila da perícia

INSS muda as regras para o pedido de auxílio-doença. Agora, quem tem a concessão negada vai precisar esperar 30 dias para solicitar o benefício novamente.

Notícias Gerais, por Redação

Prévia da inflação oficial acelera e sobe 5,24% em 1 ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) (prévia da inflação oficial do país) acelerou acima do esperado em julho ao registrar alta de 0,33%, ante avanço de 0,18% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Governo pode estender estímulos à indústria para sustentar crescimento

Em reunião com o empreseriado brasileiro na noite da última quinta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o Governo tomará medidas adicionais para estimular a produção doméstica.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar cai 0,55%, em linha com movimento externo

Por volta das 16h, a moeda perdia 0,55%, a R$ 1,778 na venda, mas chegou a cair mais de 1% e fazer mínima a R$ 1,769. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para fevereiro tinha queda de 0,52%, a R$ 1,785.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil não está imune à crise mundial profunda, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira durante visita a Sófia, na Bulgária, que o mundo está enfrentando uma nova "crise econômica bastante profunda" e que o Brasil não está imune a esse cenário.

Deixe seu Comentário:

=