Publicado por Redação em Dental - 07/02/2012

Com vários eventos, avança o atendimento à saúde bucal

Em 244 municípios do Piauí, há 949 equipes do PSF com um profissional dentista em cada

Recentemente uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMG), realizada entre os anos de 2003 e 2010, apontou melhorias nos cuidados dos brasileiros com a saúde dos dentes. De acordo com a pesquisa Nacional de Saúde Bucal, o brasileiro aumentou em 70% o tratamento dentário e diminuiu em 45% o número de dentes extraídos. A pesquisa também revela que caiu a incidência de dentes cariados, perdidos ou obturados em crianças de 12 anos, idade em que se completa a dentição permanente. Com esse índice, o Brasil finalmente entrou para o grupo de países com baixa prevalência de cárie, ao lado da Venezuela, mas ainda abaixo do Chile.

Baseando-se nesses dados, é possível dizer que o Brasil pode esta deixando de ser um país de desdentados, como foi tachado durante muito tempo devido ao alto índice de pessoas necessitando próteses dentárias. Em 2010, a demanda por próteses era de 7 milhões de brasileiros, entre os 65 e 74 anos. Na mesma época, 26 milhões não tinham pelo menos um dos dentes e aproximadamente 20 milhões nunca tinham ido ao dentista. Por outro lado, uma análise mais profunda e a partir das observações de especialistas na área, pode-se notar que apesar de apresentar uma evolução visível na área dos cuidados bucais, nem toda a pesquisa tem eco na realidade e pode ser considerada universal em todo o país.

Assim como no restante do país, no Piauí, a ampliação dos programas de Atenção Básica em saúde bucal, principalmente por meio da estratégia Saúde da Família e Atenção Especializada através da implantação de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, facilitaram o acesso aos programa de saúde bucal. Até 2009, no Piauí só existiam dois laboratórios de prótese para toda a população, esse número subiu para 79 em 2011. Atualmente, há distribuídos nos 244 municípios do Piauí 949 equipes do PSF com um profissional dentista em cada.

Os números revelam grandes avanços no acesso a saúde, mas os profissionais da área ainda questionam até que ponto esse acesso é de qualidade e se terá efeitos reais no futuro. Um dos pontos de bloqueio desse avanço podem ser identificados na deficiência de flúor na água consumida pela população - a fluoretação da água é considerada a medida de saúde pública mais próxima do ideal no controle de cárie. Segundo uma pesquisa do Departamento de Patologia e Clínica Odontológica da Universidade Federal do Piauí realizada no ano segundo semestre de 2011, revela que no Estado, apenas as cidades de Floriano, Parnaíba e Teresina possuem sistema de fluoretação da água.

Apesar de haver equipes de Atenção Básica em todos os municípios do Estado, os serviços oferecidos são restritos à procedimentos simples, como restauração, extração e profilaxia (aplicação de flúor e limpeza). Casos mais complexos necessitam ser encaminhados para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), porém em todo o Estado só há 27, dois deles em Teresina. Esse número limitado, é um dos problemas para potencializar o atendimento à população, pois cada CEO, idealmente, deveria atender uma população de 20 mil pessoas. Ou seja, na lógica, apenas 540 mil pessoas tem acesso ao atendimento especializado. Em Teresina, dois CEO's são responsáveis por atender toda a população de Teresina, além de outros municípios e pacientes de outros Estados.

Fonte:180graus.com|07.02.12


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