Publicado por Redação em Notícias Gerais - 25/10/2011

Bovespa cede 1% em véspera de reunião na Europa

O mercado brasileiro de ações devolveu parte dos ganhos acumulados nos últimos dois pregões, na véspera do evento mais aguardado por investidores e analistas nesta semana.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocedeu 1,07% no fechamento, recuando para os 56.285 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,66 bilhões.

As ações da Vale, que apresenta seu balanço amanhã, desvalorizam-se em 0,94%, no caso das preferenciais, e 1,23%, no caso da ordinárias.

Os investidores também optaram por vender as ações de bancos, que subiram com força ontem: os papéis do Itaú-Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco (que também apresenta os resultados amanhã) sofreram queda de 2,76%, 2,65% e 1%, respectivamente.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,762, em alta de 0,57%. A taxa de risco-país marca 228 pontos, número 1,33% acima da pontuação anterior.

As principais Bolsas europeias encerraram os negócios de hoje no campo negativo. Em Londres, o índice FTSE caiu 0,40%, e em Paris, o índice Cac teve baixa de 1,43%.

Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve perdas de 1,74%.

Após a reunião de cúpula das lideranças da zona do euro marcada para amanhã, os participantes dos mercados aguardam o anúncio de mais detalhes sobre o aguardado plano para enfrentar o risco de um calote descontrolado da Grécia e a necessidade de recapitalização dos bancos europeus.

"Considerando as manchetes sobre Europa nas últimas três semanas, que foram positivas na média, agora é a vez da Europa nos mostrar os detalhes", comenta a equipe de analistas do Bank of America Merryll Lynch, num artigo apropriadamente intitulado: "A lua de mel acabou".

A expectativa por boas notícias, no entanto, não evita algum ceticismo por parte de uma parcela dos profissionais no setor financeiro.

"Dada a expectativa, essas medidas terão que ser menos paliativas e mais sustentáveis no médio prazo. Mas acho que vai ser difícil vermos isso. Provavelmente o que eles vão apresentar serão iniciativas para tocar a situação para frente, o que até pode reduzir a volatilidade no curto prazo --é difícil dizer por quanto tempo: por um, dois dias, ou por um, dois meses?", comenta João Carlos Reis, diretor da tesouraria da corretora de câmbio Prime.

EUA

Os dois maiores destaques na agenda econômica do dia vieram de território americano.

O instituto Conference Board apontou uma retração no nível de confiança do consumidor dos EUA na economia. O índice que sintetiza a sondagem desse instituto teve uma leitura de 39,8 pontos em outubro, ante 46,4 em setembro. Analistas do setor financeiro projetavam um resultado de pelo menos 46 pontos.

E a pesquisa S&P/Case Shiller apontou um aumento de 0,2% para os preços dos imóveis em 20 regiões metropolitanas do país em agosto, ante julho. Ante agosto do ano passado, no entanto, esse levantamento ainda detectou uma retração de 3,8%, em um desempenho pior do que o previsto por economistas do mercado (queda esperada de 3,6%).

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 25.10.11
 


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