Publicado por Redação em Notícias Gerais - 03/12/2018

As vantagens competitivas que as mães têm no trabalho

Sofia Esteves, da Cia. de Talentos, sobre as qualidades que a maternidade adiciona no ambiente profissional.



Após o período de licença-maternidade, a mulher terá que conciliar a atenção ao bebê com a rotina de trabalho. A retomada da carreira profissional não é um momento fácil, por isso ela precisa se tornar mais organizada e prática diante as atividades do dia a dia. Se isso antes era um limitador à ascensão profissional, atualmente a maternidade pode ser uma vantagem competitiva para a profissional e para a empresa, pois com a chegada dos filhos, novas competências são agregadas, inclusive as corporativas.

Nos últimos anos, as empresas tiveram um aumento da força de trabalho feminina e, naturalmente, de mães. E é nesse mesmo momento que elas devem acolher a profissional experiente, se readequar às novas necessidades e aproveitar as novas habilidades adquiridas com essa dupla função.

Segundo estudo da revista científica Behavioral Neuroscience, foi observado que após a maternidade, a especialista se desenvolve, reinventa e traz outros conhecimentos para o seu dia a dia de trabalho, como:

Executa melhor as várias tarefas ao mesmo tempo,
Aumenta de paciência e tolerância,
Melhora a gestão e organização do tempo,
Adquire maior capacidade de delegar,
Desenvolve maior amabilidade e empatia com os colegas de equipe.
Conquista um aumento na capacidade sensorial e a tolerância ao estresse.

A maternidade, de fato, traz muitos aprendizados e também provoca o autoconhecimento – fundamental para o progresso na carreira. Todas essas habilidades, com a chegada de um filho, promovem o amadurecimento quase que instantâneo, além da realização de várias tarefas e funções ao mesmo tempo. O tempo passa a ser precioso e manter o foco é fundamental. E quem não quer contar com um membro na equipe mais engajado, ágil, disciplinado, generoso, cuidadoso e disposto a trabalhar em conjunto? Essas são apenas algumas das competências frequentemente afloradas após o nascimento de um filho.

Por isso, atualmente, o mercado tende a valorizar as empresas que têm um olhar mais humano, se adequam às necessidades dos seus colaboradores, propiciando melhores práticas de trabalho, como por exemplo, horários mais flexíveis, instalações para mamães e bebês, colaborando na conciliação das tarefas de uma mãe profissional.

Desta forma, as mulheres conseguem somar as suas habilidades, empregando sua experiência as atividades puramente profissionais, o que potencializa a sua carreira e, sobretudo, sua felicidade e bem-estar. Cabe às organizações e aos líderes o compromisso de deixar de lado pré-julgamentos e, em vez disso, acreditar e apostar no capital humano – independentemente de gêneros, anseios e contextos pessoais. Ser mãe e ser profissional pode, sim, ser uma união de sucesso.


Fonte: EXAME
 


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Juros do cheque especial sobem em outubro e podem chegar a 235% ao ano

As taxas de juros cobradas pelos bancos para o cheque especial tiveram alta em outubro, segundo pesquisa da  Fundação Procon-SP divulgada nesta quinta-feira (17).

Notícias Gerais, por Redação

Dor nas costas é a maior causa de aposentadoria por invalidez

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que a dor nas costas está entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no Brasil. Entre janeiro e novembro de 2012, cerca de 116 mil pessoas receberam auxílio-doença por esse motivo.

Notícias Gerais, por Redação

4 sinais que indicam se uma ação vai subir

Saber o momento certo de comprar uma ação. Este é sem dúvida nenhuma um dos maiores desafios da grande maioria dos investidores, principalmente aqueles que operam no curto ou no curtíssimo prazo, com operações de day trade

Notícias Gerais, por Redação

Dilma anuncia ambicioso conjunto de medidas de incentivo à indústria

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira um ambicioso conjunto de medidas de incentivo ao setor industrial, duramente castigado pela crise internacional, a fim de garantir que o país alcance neste ano crescimento econômico de 4,5%.

Notícias Gerais, por Redação

Confiança da indústria tem alta de 0,2% em fevereiro, diz FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou perto da estabilidade em fevereiro deste ano, passando de 102,3 para 102,5 pontos, em uma variação de 0,2% ante janeiro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

Deixe seu Comentário:

=