Publicado por Redação em Dental - 02/06/2015

Teste da linguinha em recém-nascidos evita o desmame precoce

Vá ao dentista regularmente

Obrigatório em todas as maternidades desde 2014, o teste ajuda a reduzir problemas de fala e evita que as crianças larguem o peito cedo

O teste da linguinha é um exame feito no bebê para identificar alterações no frênulo lingual, uma pequena membrana que fica embaixo da língua e a conecta com o assoalho da boca. Essa avaliação serve para diagnosticar a língua presa, um problema que não prejudica apenas a fala.

“A língua presa limita os movimentos da língua durante a sucção e deglutição, que pode levar ao desmame precoce”, diz Roberta Martinelli, fonoaudióloga e autora do teste da linguinha, que se tornou obrigatório em todas as maternidades em território nacional.

Por fazerem muito esforço para mamar, os bebês com língua presa acabam gastando energia, o que pode levar à dificuldade para ganhar peso, além de aumentar o risco de machucar o mamilo da mãe. “Normalmente as mães começam a achar que o leite é fraco e acabam introduzindo a mamadeira. Elas também relatam ferimentos e muita dor nos mamilos”, diz a especialista.

Na introdução da papinha, os bebês com língua presa podem apresentar dificuldade para engolir e até sofrer engasgos. Quando começam a mastigar, os alimentos mais sólidos e fibrosos passam a ser um verdadeiro desafio para eles. “No caso da carne vermelha, por exemplo, eles acabam a cuspindo no final por dificuldade de ingerir”, diz Roberta.

Tem que exigir

O teste, que é bastante simples e pode ser feito por um profissional da saúde qualificado, deve ser exigido ainda na maternidade. “Os pais têm o direito de ter um documento que comprove que o teste foi feito e que seu filho tem ou não a alteração, assim como acontece após realizar os testes do pezinho e da orelhinha”, diz a especialista.

No procedimento são verificadas duas alterações que caracterizam a língua presa: freio em posição incorreta e existência de ligeira fenda ou um formato de coração na ponta da língua ao ser elevada. "Nesses casos, basta soltar a membrana com uma tesoura”, diz Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

Diagnóstico tardio

Caso a lei não seja respeitada e o teste não seja feito na maternidade, pode ser realizado mais tarde. “Pode ser feito até o sexto mês de vida. Após esse período, deverá ser feita outro tipo de avaliação para diagnosticar o problema”, diz Roberta.

“Uma forma de observar se seu filho tem língua presa é pedir para a criança colocar a ponta da língua no último dente do fundo e correr de um lado pro outro. Se ela apresentar dificuldades, é melhor procurar um dentista”, diz o odontopediatra Cássio Alencar.

Fonte: Terra Saúde Bucal


Posts relacionados

Dental, por Redação

Alveolite pode ser causada por extração dentária

Os dentes mais frequentemente extraídos são os terceiros molares, também chamados dentes do siso. Algumas pessoas têm, na boca, espaço suficiente para acomodar os dentes do siso enquanto outras sofrem devido à falta de espaço.

Dental, por Redação

Especialista esclarece mentiras sobre saúde bucal

Chicletes faz mal, o dente do siso sempre tem que ser removido, limão faz mal para os dentes. Afirmações como essas sobre saúde bucal são feitas há anos, mas será que tudo é verdade? O dentista Hugo Roberto Lewgoy esclarece dúvidas sobre a saúde bucal.

Dental, por Redação

Gengivite atinge uma a cada três pessoas pela falta de higiene bucal

A boca é uma referência em termos de saúde e muitos problemas graves se manifestam nela. A maioria deles é resolvido escovando os dentes adequadamente.

Dental, por Redação

Sorriso de cinema: especialista revela novas tendências

Há quem diga - e são muitos - que o sorriso é o cartão de visitas de uma pessoa, com o poder de influenciar positivamente a percepção dos outros.

Dental, por Redação

Crianças de Florianópolis tem o menor índice de cárie do país

Florianópolis é a Capital do Brasil com o menor índice de cárie aos 12 anos, com uma média de dentes corrompidos, perdidos e restaurados de 0,77%. Significa dizer que cada criança tem menos de um dente cariado nessa faixa etária.

Deixe seu Comentário:

=