Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 01/07/2011
Área de Recursos Humanos (RH) deve dividir responsabilidades com os gestores das instituições de saúde. Esta foi a mensagem da palestra da diretora corporativa de RH do Grupo Saúde Bandeirantes, Maria José Pereira, durante conferência sobre gestão de pessoas nesta quinta-feira (30), organizada pelo IQPC (International Quality & Productivity Center, na sigla em inglês), em São Paulo.
“RH não pode ser visto como departamento de apoio. Ele deve participar das reuniões estratégicas com a diretoria do Hospital”, ressalta Maria José.
De acordo com a executiva, o papel do RH vem ganhando importância nos últimos anos. “Uma empresa onde o RH só trabalha com folha de pagamento, contratação e demissão não vai pra frente. A organização acaba tendo uma alta rotatividade de pessoas e altos gastos”, afirma Maria José.
O turnover do Bandeirantes é de 1,5%. A meta é não ultrapassar os 2%, segundo a diretora. Fazem parte de grupo atualmente os hospitais Bandeirantes, Glória (SUS), Leforte, Lacam e AME de Caraguatatuba. Ao todo são 860 leitos.
Transformação
Na entidade desde 1999, a executiva transformou a cultura do departamento de Recursos Humanos do Bandeirantes de forma gradual. Maria José reestruturou as equipes das cinco unidades e suas funções.
A mudança, segundo ela, esteve pautada por quatro diretrizes: domínio das práticas de RH, gerenciamento dos processos de mudanças, criação de culturas e locais de trabalho que desenvolvam capacidade individual, em grupo e comprometimento com a empresa, e demonstrar credibilidade pessoal.
Todo o ano a área de Recursos Humanos viaja para o interior de São Paulo com a equipe de diretores da instituição para elaborar o planejamento estratégico do próximo ano. Além disso, reuniões com os gestores são feitas mensalmente.
“As sugestões do departamento são levadas diretamente ao conselho administrativo. E as responsabilidades são divididas na hora da contratação e demissão, por exemplo”, explica a diretora.
Seleção
As contratações do Bandeirantes são baseadas nas competências por cargo, determinadas pelo RH, e alinhadas com estratégia da empresa.
“Hoje em dia ninguém que é contratado entra em contato com os pacientes sem o acompanhamento de um profissional – espécie de tutor – por 30 dias. Mesmo tendo passado pela aprovação do RH e dos gestores da entidade”, diz.
Atualmente, todas as contratações do grupo, que conta com 2.500 colaboradores e 1.100 médicos, são feitas internamente.
Fonte: saudeweb.com.br | 01.07.11
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