Publicado por Redação em Previdência Corporate - 08/12/2011
Reservas de previdência privada devem atingir R$ 273 bi este ano
O mercado de previdência privada aberta deve encerrar o ano com reservas na faixa de R$ 273 bilhões, o que corresponde a 7% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Até setembro deste ano, o volume totalizou R$ 255 bilhões, crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
O salto esperado é justificado pelo maior foco dos bancos nas vendas de produtos de previdência, alertando os consumidores sobre os benefícios fiscais que podem ser usufruídos com o PGBL, como o abatimento de 12% na renda líquida declarada no Imposto de Renda.
Para 2012, confirmando-se os indicadores de baixo desemprego e alta do PIB no mesmo patamar deste ano, a aposta é de que o setor registre o mesmo índice de crescimento.
Neste cenário positivo do setor, a Brasilprev divulgou ontem suas expectativas com 2012 e o resultado obtido em 2011. “Estamos muito otimistas a longo prazo. 2012 podemos sentir um pouco a desaceleração observada até setembro, divulgada na terça-feira, mas o ritmo de expansão deve permanecer acelerado nos próximos anos, ao atingir 14% do PIB em 2019, com o setor responsável por um total de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão”, disse o presidente da empresa, Sérgio Rosa.
Segundo ele, a Brasilprev deve encerrar o ano com R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, avanço de 35%. As contribuições cresceram no mesmo ritmo, atingindo R$ 8,19 bilhões até setembro, bem acima dos 22% registrados pelo setor no mesmo período. Ele destacou também o índice de resgate, que ficou abaixo, de 8,9%, enquanto o mercado está em 11,5%. “É importante analisar esse item, pois ele mostra a liderança da Brasilprev em captação líquida, com 33,8% de participação de mercado”, orgulha-se Rosa.
Durante o almoço com jornalistas, a Brasilprev divulgou dados interessantes de uma pesquisa realizada com a base de dados dos 1,6 milhão de planos administrados pela companhia. Segundo o estudo, 24% dos clientes têm renda de até R$ 4 mil e com saldo no plano de até R$ 10 mil. O BrasilPrev Junior, plano voltado às pessoas com até 21 anos pagos pelos responsáveis, representa 54%, seguido pelos individuais, com 35%, e os planos empresarias, com 10%.[3]
Segundo Rosa, o segmento empresarial tem grande potencial de expansão. “As taxas de desemprego estão inferiores a 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, frisou. O apagão de talentos no mercado brasileiro, segundo Rosa, também ajudou as seguradoras a venderem planos de previdência para empresas que ainda não tinham incluído o benefício no pacote ofertado aos funcionários. Os planos instituídos, nos quais a empresa também faz aportes, estão mais presentes em empresas com faturamento anual acima de R$ 600 milhões, que representam 53% do total.
Fonte:www.segs.com.br|08.12.11
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