Publicado por Redação em Dental - 21/02/2013

Melhor idade, melhor sorriso: dicas de como fazer a higiene bucal e cuidar da prótese dentária

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade. Segundo pesquisa realizada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos – pessoas com mais de 60 anos – somam 23,5 milhões, mais que o dobro do registrado em 1991, quando a faixa etária contabilizava 10,7 milhões de pessoas. Na comparação entre 2009 e 2011, o grupo aumentou em 7,6%, ou seja, mais de 1,8 milhão de pessoas. Com esse crescimento, é preciso adotar medidas práticas visando respeitar e valorizar o idoso para que ele tenha qualidade de vida. Um dos grandes problemas desse grupo é a perda de dentes, que traz prejuízos para a estética e para a saúde. No Dia do Idoso, 27 de fevereiro, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) alerta para os cuidados bucais nessa idade.

Chegar aos 60 anos com a saúde integral – que inclui a bucal – não é fácil. Dados do Ministério da Saúde indicam que os idosos apresentaram CPO-D (índice de dentes cariados, perdidos e obturados) de 27,79, sendo a perda dental o principal problema (quase 26 dentes extraídos em média por pessoa). E mais: três a cada quatro idosos não possuem nenhum dente funcional. Destes, mais de 36% necessitam de pelo menos uma dentadura. “A saúde bucal dos idosos brasileiros é crítica, especialmente se eles vivem em casas de repouso governamentais ou humildes, onde a informação de prevenção bucal praticamente não existe. É uma situação que precisa mudar urgentemente”, avalia o odontopediatra e consultor científico da ABO Fernando Luiz Brunetti Montenegro.

Informação é primordial

É preciso fortalecer a cultura da prevenção e tratamento precoce dos problemas que levam à perda dental, como a cárie. O ideal é que todos os dentes sejam preservados e cuidados ao longo da vida, mas hoje há soluções que substituem as próteses, como os implantes osseointegráveis, chamados também de terceira dentição. Além de maior conforto, suprem as necessidades físicas de quem os usa e ajudam no resgata da dignidade dessas pessoas. Para o consultor científico da ABO, informação é primordial. “Quando bem informados, os idosos podem ser considerados mais cuidadosos, pois sabem da importância da promoção da saúde bucal e possuem tempo disponível para cuidar dos dentes”, explica Brunetti.

A pessoa maior de 60 anos precisa ter consciência de que a higiene bucal tem a mesma importância que a higiene corporal e que é fundamental para a saúde do organismo. A boca abriga cerca de 6 a 10 bilhões de micro-organismos, entre os que causam doenças e os que são essenciais para o equilíbrio do meio bucal. A saliva também contribui fortemente para a manutenção da integridade bucal, através de suas várias funções, como a lubrificação e a proteção da boca contra os micro-organismos prejudiciais à saúde.

“A ausência ou a diminuição da saliva associado à má higiene bucal permitirá o aparecimento de cárie, da doença periodontal e de outras infecções. A principal causa da diminuição ou falta de saliva são os medicamentos de forma geral, que causam vários problemas bucais, como cárie, problemas gengivais, lesões brancas na gengiva, próteses soltas, que provocam mudanças na dieta, que podem levar à desnutrição e problemas estomacais nesses indivíduos, porque eles não conseguem mastigar bem os alimentos”, diz o consultor da ABO. Vale ressaltar que o envelhecimento, por si só, não causa redução ou ausência de saliva.

Para Brunetti, a melhor maneira de manter a saúde bucal do idoso é através da informação. “Os procedimentos preventivos precisam ser bem realizados nessa fase da vida, desde a escovação, uso do fio dental ou da escova interdental, limpeza correta das próteses e mucosas. É preciso ter a mente aberta para aprender novas informações e jamais pensar que se sabe tudo sobre os cuidados com os dentes”, orienta.

Fonte: www.bemparana.com.br 


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