Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/06/2012

Ibovespa opera em alta, na expectativa de que UE firme acordo de resgate ao bancos

Após uma alta modesta na sessão anterior, o Ibovespa começou bem o pregão desta terça-feira (5), registrando valorização de 0,75% por volta das 10h20 (horário de Brasília), atingindo 53.818 pontos. O ânimo do mercado têm como base a expectativa de que a reunião do G7 resulte num acordo de resgate aos bancos europeus. Além disso, indicadores do nível de atividades na Zona do Euro e na China surpreenderam positivamente.

Dentre as ações que fazem parte do principal índice da BM&FBovespa, o destaque vai para empresas do ramo imobiliário e do grupo do empresário Eike Batista. Os papéis de maior valorização são os da PDG  (PDGR3, R$ 3,40, +2,10%),  LLX (LLXL3, R$ 2,19, +1,86%),  BR Malls (BRML3, R$ 21,89, +1,81%), Gafisa (GFSA3, R$ 2,31, +1,76%) e OGX (OGXP3, R$ 9,97, +1,73%).

Reunião de emergência
Os investidores voltam atenções para a Zona do Euro nesta manhã. Ao longo do dia, ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais do G-7, grupo das maiores economias do mundo, se reúnem para discutir a crise no bloco monetário e definir um plano de ação para abastacer o sistema financeiro local.

Enquanto aguardam o desenrolar do encontro, os investidores analisam indicadores do bloco monetário. O PMI Composto da região registrou uma leve melhora em relação à prévia, passando de 45,9 para 46,0. Ainda assim, o número indica retração e sinaliza que a economia está se contraindo ao ritmo mais rápido em cerca de três anos.

Da mesma forma, na China, o PMI de serviços mostrou expansão para o maior patamar em 19 meses, aos 54,7, mas ainda está abaixo da tendência de longo prazo. Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para o ISM Services, indicador do nível de atividades no setor de serviços.

Zona de conflitos
Na Espanha, as portas estão fechadas, segundo declarou o ministro do Tesouro do país, Cristobal Montoro, à rádio Onda Cero. "O prêmio de risco diz que a Espanha não tem a porta do mercado aberta. "Como um Estado, nós temos um problema para acessar os mercados, quando nós precisamos refinanciar nossa dívida", desabafou.

O país irá testar o mercado na quinta-feira (7) e lançar até € 2 bilhões de euro em títulos de médio e longo prazos em um leilão. Vale destacar que o rendimento dos títulos públicos de dez anos no mercado secundário, que iniciaram o ano ao redor de 5,00%, já se encontra em cerca de 6,40%.

Já a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou em entrevista ao jornal sueco Svenska Dagbladet que o crescimento pode ser impulsionado na Zona do Euro via mais uma rodada de empréstimos do BCE (Banco Central Europeu) de longo prazo ou por mais corte de juro, já que há espaço para tal.

O clima continua tenso no Velho Continente. Vale lembrar que na véspera a Standard & Poor's avaliou que as chances da Grécia sair da Zona do Euro são de, no mínimo, 30%. Também na última segunda-feira, o governo de Portugal afirmou que injetará € 6,65 bilhões em três de seus maiores bancos, em uma tentativa de reforçar o setor financeiro.

Fonte: Infomoney


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