Publicado por Redação em Notícias Gerais - 11/08/2011
Ibovespa destoa de mercados internacionais e inicia pregão em alta
SÃO PAULO - O Ibovespa destoa dos mercados internacionais e inicia as negociações desta quinta-feira (11) em alta de 0,81%, aos 51.813 pontos, após também se descolar dos principais índices acionários na véspera e encerrar a sessão em alta de 0,48%.
No entanto, com um cenário externo conturbado, as notícias no front nacional - como resultados corporativos da OGX (OGXP3), AmBev (AMBV3), Eletropaulo (ELPL4), entre outros - perdem o mesmo impacto que poderia ter em outras situações.
Enquanto o Ibovespa inicia trajetória de alta nesta manhã, a volatilidade nos mercados internacionais já pode ser observada, uma vez que os principais índices acionários da Europa registravam alta e, agora, já acumulam queda neste pregão e estendem as perdas da véspera, com destaque para o CAC-40, da bolsa de Paris, em baixa de 1,91%.
Ações
Entre as ações do Ibovespa na ponta positiva se destacam as ordinárias da Brasil Ecodiesel (ECOD3, R$ 0,55, +3,77%), preferenciais da Braskem (BRKM5, R$ 15,72, +2,75%), ordinárias da MRV (MRVE3, R$ 11,31, +2,54%), da Marfrig (MRFG3, R$ 8,65, +2,37%) e da MMX Mineração (MMXM3, R$ 6,55, +2,18%).
Análises
O analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, indica que a tendência de baixa só será retomada abaixo de 50 mil pontos, com suporte em 48.200 pontos. "O Ibovespa continua em movimento de recuperação, e deve encontrar importantes resistências entre 52.400 pontos e 53.900 pontos", escreve em relatório.
Já o analista da Cruzeiro do Sul Corretora, Jason Vieira, alerta para as oscilações da bolsa. "O mercado financeiro anda tão 'sensibilizado' com a grande série de externalidades observadas nos últimos meses que as notícias podem perder e ganhar força de um dia para o outro, ou seja, estamos completamente inseridos num panorama de alta volatilidade", escreve em comentário diário.
Bancos franceses em forte queda
Após predominar nos noticiários na véspera, quando a aversão ao risco por parte dos investidores se incrementou após rumores de que o rating da dívida soberana da França sofreria um corte, os bancos franceses continuam em foco, mesmo após as agências de classificação de risco Moody's, Fitch e Standard & Poor's reafirmarem, em entrevistas, a nota do país
No entanto, o comportamento do mercado indica desconfiança sobre as instituições bancárias da França, já que os papéis do setor registram forte queda neste pregão, com destaque para os do Société Générale, em baixa de 4,15%.
EUA e compras do BCE
Além disto, dados publicados nos EUA nesta manhã revelam que o déficit da balança comercial em junho foi maior do que o teto previsto pelos analistas, aos US$ 53,1 bilhões. Já os pedidos de auxílio-desemprego na última semana, com 395 mil pedidos, superou as projeções de 409 mil solicitações.
Por fim, rumores revelam que o BCE (Banco Central Europeu) continua a compra de títulos da Itália e da Espanha, influenciando o CDS (Credit Default Swap) - um título que fornece um seguro contra um possível calote - destes países a recuarem em 1,36% e 0,61%, segundo dados da CMA.
Fonte: web.infomoney.com.br | 11.08.11
Posts relacionados
Arrecadação do FGTS registra queda de 9,2% em maio
Governo arrecadou R$ 850 milhões ante R$ 936 milhões de maio de 2012. Segundo ministério, saques somaram R$ 6,69 bilhões, alta de 17,05%.
Susep extingue averbação simplificada
Com base no Planejamento Estratégico de Fiscalização para 2013,
Banco Central aposta em inflação menor nos próximos 3 meses
A inflação brasileira está em "processo de convergência" e será mais baixa nos próximos meses, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.
Economia para pagar juros da dívida supera meta em 2011, diz BC
A economia feita para pagar juros da dívida pública - o chamado superávit primário - atingiu R$ 128,7 bilhões em 2011, o equivalente a 3,11% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB - a soma de todas as riquezas produzidas no País).
O Brasil e a inflação
O economista de Harvard Kenneth Rogoff (ex-FMI e ortodoxo) foi um dos primeiros a pregar a solução. Ela ganha a praça, de propósito ou não.







