Publicado por Redação em Notícias Gerais - 28/03/2012

Governo planeja criar Secretaria Nacional do Idoso

Centrais sindicais

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, afirmou que o governo estuda a criação de uma secretaria para tratar de políticas relacionadas ao idoso.

De acordo com o ministro, a Secretaria Nacional do Idoso, como deverá ser chamada, inicialmente, não terá status de ministério.

"Dentro de dois meses um grupo vai se reunir e tudo indica que vamos ter a possibilidade concreta de anunciar a criação da secretaria nesse período", disse, logo após reunião com as centrais sindicais para discutir o fim do fator previdenciário e o aumento para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo.

Políticas para idosos

Segundo Garibaldi, a criação de uma secretaria para tratar de políticas públicas para idosos é uma reivindicação antiga dos sindicatos.

"Há algum tempo vem-se reivindicando uma secretaria do idoso, a exemplo de outras secretarias que foram criadas. O fato de uma discussão como essa [sobre o fim do fator previdenciário e aumento de aposentadoria para quem ganha acima do salário mínimo] às vezes não avançar como desejamos é pela falta de uma secretaria que pudesse dar mais objetividade à discussão", avaliou.

O ministro disse que não foi possível estabelecer uma nova proposta para o fim do fator previdenciário. "O que ficou claro é que o governo, com essa crise internacional que persiste, não vai ter condições imediatas de atender ao aumento real para os que ganham acima do mínimo e atender também a um calendário para a finalização do fator previdenciário nem uma conclusão para a substituição ao fator."

Reajuste para aposentados

Garibaldi destacou que o reajuste para os aposentados que ganham acima do mínimo deve ficar para o próximo ano e que o governo pretende discutir com as centrais uma política de valorização das aposentadorias como foi feito com o salário mínimo.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Inocentini, disse que o fim do fator previdenciário é o cenário ideal, mas que as fórmulas (mecanismos mais simples para calcular a aposentadoria) já apresentadas pelas centrais podem voltar a ser discutidas.

"Nós colocamos essas fórmulas na mesa e para nós já havia algum entendimento sobre isso com o governo. O bom mesmo era o fim do fator, mas a fórmula era melhor do que o fator. O governo recuou e não deu sequência. Queremos abrir a discussão porque entendemos que essa fórmula poderia resolver e criar um impacto menor nas aposentadorias", disse.

Parte das centrais defende a fórmula 85/95, que soma a idade do trabalhador e o tempo de contribuição. Para as mulheres essa soma seria 85 e para os homens, 95. Quem atingisse esse número teria direito à aposentadoria integral. Há ainda centrais, como a Força Sindical, que defendem a aposentadoria integral ao trabalhador cuja soma da idade e do tempo de contribuição resultar em 80 (mulher) e 90 (homem).

Fonte: diariodasaude


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Fórum Empresarial quer estimular investimentos verdes durante a Rio+20

Mais de 2.000 líderes de empresas do mundo inteiro são esperados entre os dias 15 e 18 de julho para participarem do Fórum de Sustentabilidade Empresarial, evento à margem da Rio+20, que discutirá práticas de sustentabilidade neste setor.

Notícias Gerais, por Redação

Investimento na indústria deve passar de 20% em 2012, diz Fazenda

O Ministério da Fazenda estima que o setor industrial deve apresentar um desempenho melhor neste ano, especialmente após as medidas de estímulo adotadas pelo governo em março.

Notícias Gerais, por Redação

Superávit do governo central sobe quase 50% em 12 meses

O resultado primário do governo central, que incluí o Tesouro Nacional, o Banco Central (BC) e a Previdência Social, foi superavitário em R$ 20,2 bilhões em janeiro deste ano, ante R$ 2 bilhões em dezembro de 2011.

Notícias Gerais, por Redação

Mantega: Brasil tende a se consolidar como 6ª economia do mundo

O ministro da Fazenda Guido Mantega disse nesta sexta-feira que o Brasil tende a consolidar a posição como sexta economia do mundo porque continuará com um ritmo de crescimento maior do que o de outros países principalmente por causa da crise que afeta as economias desenvolvidas.

Deixe seu Comentário:

=