Publicado por Redação em Notícias Gerais - 01/07/2011

Governo pede unidade após Chávez admitir câncer

 

O vice-presidente venezuelano Elías Jaua pediu aos partidários do governo "unidade e máxima disciplina" para defender o projeto político de Hugo Chávez após admissão de câncer.
 
Na noite de quinta-feira (30/6), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, admitiu que foi operado de um tumor cancerígeno em Cuba.
 
"Unidade é o que se requer neste momento", declarou Jaua ao lado de todo o gabinete ministerial após o discurso do presidente.
 
"A todas as forças revolucionárias do país, a todos os movimentos sociais que acompanham o projeto da revolução bolivariana liderado pelo presidente Chávez, pedimos a unidade, a máxima disciplina, a coordenação de todas as ações necessárias para levar adiante as políticas revolucionárias", completou o vice-presidente.
 
De acordo com Jaua, a orientação do presidente é seguir avançando na transformação "para a sociedade socialista".
 
O vice-presidente declarou que no governo todos estão "profundamente otimistas" sobre o resultado do tratamento de Chávez.
 
Chávez, de 56 anos e no poder desde 1999, admitiu na quinta-feira, em mensagem à nação, que retirou um tumor cancerígeno em cirurgia realizada em Havana, destacando que se recupera favoravelmente e tem plena esperança na cura.
 
"Os estudos confirmaram a existência de um tumor com a presença de células cancerígenas, o que exigiu uma necessária segunda intervenção, que permitiu a extração total do tumor", explicou o presidente em um emocionado discurso, no qual manifestou sua esperança na plena recuperação.
 
Chávez, que está em Havana há três semanas, revelou que foi submetido a duas cirurgias: uma devido a um abscesso pélvico, da qual o povo venezuelano foi informado, e outra posterior, para retirar o tumor, ao que parece também situado na mesma região.
 
O presidente, que geralmente fala de improviso, se limitou a ler um discurso de menos de 15 minutos, previamente gravado, com uma imagem de Simón Bolívar de um lado e a bandeira venezuelana do outro.
 
Visivelmente mais magro e emocionado, Chávez garantiu que se mantém "informado e à frente das ações do governo bolivariano, em comunicação permanente com o vice-presidente Elías Jaua e toda a equipe de governo".
 
Chávez justificou assim a decisão de não entregar o governo a Elías Jaua, como determina a Constituição, mas não revelou quando regressará à Venezuela.
 
O presidente assumiu a total responsabilidade pelo segredo mantido até o momento sobre seu estado de saúde.
 
Lembrando da tentativa de golpe de Estado na Venezuela em 2002, Chávez explicou que não queria se dirigir ao povo sem a certeza da plena recuperação. "Queria lhes falar (...) que estou saindo de outro abismo, com o sol do amanhecer que me ilumina. Acredito que conseguimos, graças a Deus".
 
Chávez agradeceu as manifestações de solidariedade procedentes de todo o mundo. "Toda esta solidariedade e este amor constituem a mais sublime energia, que impulsiona minha vontade de vencer esta nova batalha que a vida me apresenta".
 
"Até a vitória, sempre, venceremos (...). Por agora e para sempre viveremos e venceremos. Obrigado, até a volta", disse Chávez na despedida.
 
Fonte: www.brasileconomico.com.br | 01.07.11

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