Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/12/2012

Governo anuncia plano de R$ 100 bi e juros mais baixos para empresas

O governo lançou nesta quarta-feira o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para o ano de 2013. O volume de recursos é de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 85 bilhões serão ofertados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os demais R$ 15 bilhões, pelo sistema bancário, com recursos próprios. Na nova edição do programa, o governo promete liberação mais rápida e possibilidade de leasing para aquisição de bens de capital, como maquinário e equipamentos.

No primeiro semestre, a taxa de financiamento para bens de capital será de 3% e 3,5% no segundo semestre. "Assim já teremos um programa anual de modo que as empresas possam se programar para fazerem todo o investimento", explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O prazo para pagamento será de 120 meses.

Outra redução será sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é uma taxa subsidiada usada sobretudo em financiamentos junto ao BNDES. "Estamos reduzindo a TJLP de 5,5% para 5% que vai vigorar a partir de janeiro. Isso também barateia outras linhas de financiamento do BNDES", declarou Mantega. Este é o menor patamar da TJLP desde dezembro de 1994.

O PSI é um programa criado em 2009 pelo governo federal para tentar diminuir os efeitos da crise financeira mundial na economia brasileira. O programa é mantido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que recebe recursos públicos para subsidiar juros mais baixos para a compra de máquinas e equipamentos, ônibus, caminhões, investimentos, pesquisa em inovação e tecnologia. Ao longo de 2012, o Tesouro Nacional liberou R$ 45 bilhões para o BNDES financiar taxas de juros mais baixas.

O anúncio acontece uma semana após a divulgação do resultado de apenas 0,6% de crescimento para o PIB do 3º trimestre do ano. Nas previsões mais otimistas, o País deverá crescer no máximo 2% neste ano. Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff chegou a dizer que as medidas aplicadas ainda não surtiram o efeito esperado.

Fonte: Terra


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