Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 19/08/2025

Gestação humanizada reduz afastamentos em 70%

Programa da MS Florestal humaniza a gestação, apoia mães no retorno ao trabalho e reduz afastamentos médicos em 70%, alinhado à Agenda 2030 da ONU.

No Brasil, conciliar maternidade e carreira ainda é um desafio. Dados do IBGE (Estatísticas de Gênero) revelam que apenas 54,6% das mulheres de 25 a 49 anos com filhos de 0 a 3 anos estão ocupadas, enquanto entre aquelas sem filhos na mesma faixa etária a taxa sobe para 67,2%. O acesso limitado às creches também é um fator crítico: apenas 38,7% das crianças de até 3 anos tinham vaga em 2023 (PNAD Contínua/IBGE).

Diante desse cenário, a MS Florestal implementou o Programa Pessoinhas, voltado à humanização da gestação no ambiente corporativo. A iniciativa já atingiu 98,71% de adesão, com 156 participantes em unidades da empresa em Água Clara, Bataguassu e Campo Grande, e apresenta resultados expressivos: queda de 70% nos afastamentos médicos de gestantes.

Acolhimento e cuidado integral às gestantes

O programa é liderado pela área de Saúde Ocupacional da companhia e reúne uma equipe multidisciplinar composta por nutricionista, psicóloga, fisioterapeuta pélvica, enfermeira obstetra, doula, consultora de amamentação e educadora física.

De acordo com Agnes Leria Bizon, doutora em saúde da criança e especialista do projeto, o diferencial está em oferecer orientação completa e humanizada:

“O Pessoinhas humaniza a experiência da gestação, fortalecendo as mulheres com informações de qualidade, para que assumam o protagonismo e tomem as melhores decisões para si e para seus bebês.”

O programa aborda desde hábitos saudáveis e preparo para o parto até acompanhamento em casos de diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia, além de apoiar práticas de apego seguro e amamentação exclusiva.

Impactos para colaboradoras, parceiros e famílias

Os depoimentos das participantes reforçam os resultados. Lethícia Garcez, mãe de primeira viagem, conta que se sentiu acolhida desde o início:

“Meu esposo saiu mais confiante e a licença estendida fez toda a diferença. A empresa nos apoiou em cada etapa.”

Já Lazara Arruda, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal, destaca a troca de experiências e o suporte contínuo após o nascimento dos gêmeos Antônio e Gabriel:

“O programa me ajuda até hoje a esclarecer dúvidas e a manter o aleitamento materno exclusivo.”

Além das colaboradoras, os parceiros também são incentivados a participar das atividades, reforçando o compromisso com a corresponsabilidade parental.

Redução de afastamentos e contribuição para os ODS

A implementação do Programa Pessoinhas resultou em uma redução de 70% nos afastamentos médicos de gestantes, segundo dados internos da MS Florestal.

Para Sheila Marciotti, coordenadora de Saúde Ocupacional, a iniciativa é estratégica não só para as colaboradoras, mas para a sustentabilidade do negócio:

“O programa está alinhado às metas da Agenda 2030 da ONU, como saúde materno-infantil, igualdade de gênero e trabalho decente. Mais do que uma política corporativa, é um compromisso social.”

Ela reforça ainda que o lema do projeto traduz sua essência:
“Gestação saudável, bebê saudável, mulher confiante e realizada.”

RH e maternidade: um diferencial competitivo

Para o setor de Recursos Humanos, programas como o Pessoinhas mostram-se decisivos para:

  • Apoiar a permanência das mulheres no mercado de trabalho após a maternidade.

  • Reduzir afastamentos e custos relacionados à saúde ocupacional.

  • Reforçar o employer branding, posicionando a empresa como um local que valoriza diversidade, inclusão e bem-estar.

  • Engajar parceiros e famílias no processo, criando uma rede de suporte mais sólida.

Ao priorizar uma abordagem humanizada, a MS Florestal demonstra que investir em saúde e bem-estar das colaboradoras gera impacto positivo para os negócios e para a sociedade.

Fonte: Mundo RH


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