Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 28/10/2025

Felicidade no trabalho: avanços no Brasil e o papel do RH

Estudo da Pluxee mostra avanço na felicidade e engajamento, mas revela que falta inspiração nas empresas. RH e liderança têm papel crucial para transformar cultura e bem-estar.

 

Colunista Mundo RH, Fabiana Galetol, Diretora Executiva de Pessoas e Responsabilidade Social Corporativa da Pluxee

Nos últimos anos, muito se falou sobre bem-estar, propósito e saúde emocional. De certa forma, aprendemos a dar nome ao que antes era invisível — e que hoje é essencial para a sustentabilidade dos negócios. Felicidade e engajamento deixaram de ser temas “aspiracionais” e passaram a integrar a estratégia de quem entende que o sucesso de uma organização começa na experiência das pessoas que a constroem.

A segunda edição do Índice de Felicidade e Engajamento da Pluxee, em parceria com o The Happiness Index, mostrou um avanço relevante: os trabalhadores brasileiros estão 4% mais felizes em relação ao ano anterior. Ainda assim, o país segue 6% abaixo da média global. Esse dado reforça que, embora tenhamos evoluído, o desafio vai além dos indicadores: ele está em transformar discurso em prática, intenção em cultura e propósito em vivência cotidiana.

Felicidade, afinal, é reflexo da saúde emocional das empresas. Quando as pessoas se sentem seguras para serem autênticas, quando têm liberdade para contribuir, quando suas conquistas são reconhecidas e seu crescimento é estimulado, o trabalho deixa de ser rotina e se torna fonte de energia e realização.

Nesse contexto, o estudo aponta avanços importantes em reconhecimento profissional (+6,2%), crescimento pessoal (+6,3%) e segurança e propósito (+4,2%). Mas também evidencia um ponto sensível: a dimensão da inspiração está 12% abaixo da média global. Isso significa que muitos profissionais ainda não se sentem emocionalmente conectados às suas organizações — e é justamente aí que mora a urgência. A inspiração é o que move o engajamento, o elo invisível que conecta o indivíduo ao coletivo e o propósito da empresa ao propósito pessoal de cada colaborador.

O papel do RH e das lideranças na construção da felicidade e do engajamento

Para reduzir essa distância, as empresas precisam oferecer mais do que metas e tarefas. É necessário criar contextos nos quais as pessoas se sintam pertencentes, reconhecidas e inspiradas, com espaço real para crescer e contribuir. Comunicação clara e coerência entre valores e práticas são fundamentais para dar sentido à experiência do trabalho.

Aqui, a área de Recursos Humanos exerce um papel determinante. Cabe ao RH fortalecer o propósito organizacional, juntamente com as lideranças, garantindo que ele seja vivido — e não apenas comunicado. Isso significa construir culturas autênticas, que valorizem o aprendizado contínuo, a escuta e o reconhecimento. Pequenos gestos, como um feedback genuíno, uma conversa aberta ou uma celebração sincera, constroem vínculos de confiança que sustentam o bem-estar coletivo. Nenhum salário, por mais generoso que seja, consegue comprar esse tipo de motivação, que nasce do apreço e da conexão verdadeira.

Mas talvez o grande diferencial esteja na forma como os líderes inspiram e confiam nas pessoas. Felicidade e engajamento florescem em ambientes onde há liberdade, segurança psicológica e espaço para ser autêntico. Sentir-se seguro para expressar ideias, errar e aprender é, na prática, um dos maiores protetores da saúde mental no trabalho.

A boa notícia é que estamos avançando. O crescimento nas dimensões ligadas ao reconhecimento e ao propósito mostra que as empresas brasileiras começam a entender que cuidar de pessoas não é custo: é investimento. E esse investimento retorna em engajamento, criatividade e produtividade sustentável.

No fim, a felicidade no trabalho não é um destino, mas uma jornada coletiva. Ela nasce do encontro entre propósito e prática, entre confiança e reconhecimento. Não existe receita única, mas há uma direção clara: felicidade e engajamento não se constroem com grandes discursos, e sim com atitudes consistentes, repetidas todos os dias.

Quando as pessoas florescem, o trabalho ganha significado.
E o negócio — pode ter certeza — prospera junto.

Fonte: Mundo RH


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