Publicado por Redação em Notícias Gerais - 21/11/2011

Expansão da classe média gera tensão em emergentes,diz OCDE

A expansão da classe média nas economias emergentes está sendo acompanhada do aumento de reivindicações sociais e provoca novas tensões que os governos deverão enfrentar, alerta a Organização para a Cooperação Econômica (OCDE) em um relatório divulgado nesta segunda-feira. Segundo o estudo Perspectivas do Desenvolvimento Mundial 2012: A Coesão Social em um Mundo em Mutação, as populações de economias com rápido crescimento estão se tornando mais exigentes e têm expectativas cada vez mais elevadas em relação ao seu nível de vida.

"A classe média dos países emergentes deseja que os frutos do crescimento econômico dos últimos anos sejam compartilhados", afirma a OCDE. Do total de 2 bilhões de pessoas no mundo que vivem com uma renda entre US$ 10 e US$ 100 por dia - classificados pela OCDE como pertencendo à classe média -, quase 1 bilhão estão nos países em desenvolvimento e emergentes. Esse número deverá triplicar nos próximos 20 anos, nas estimativas da organização, atingindo 3 bilhões de pessoas em 2030 nesses países.

Mobilização
A organização alerta que os governos não devem subestimar a capacidade de mobilização da classe média dessas economias para exigir políticas mais transparentes e serviços públicos de melhor qualidade. "À medida que a classe média dos países emergentes se compara cada vez mais à das economias avançadas, podemos esperar mudanças em seus hábitos de consumo e demandas por serviços de qualidade", diz a organização, que cita a educação, a saúde e maior proteção social."

Um Estado que não levar em conta questões ligadas à coesão social corre o risco de enfrentar protestos sociais e aplicar políticas ineficazes", diz o estudo. "Os eventos recentes - como o movimento em favor da democracia na Tailândia, em 2010, e as revoltas da primavera árabe - mostram que é preciso levar em conta as reivindicações dos cidadãos que pedem processos políticos inclusivos".

Nos anos 2000 e pela primeira vez em inúmeras décadas, 83 países em desenvolvimento atingiram taxas de crescimento per capita equivalentes ao dobro das registradas nas economias ricas da OCDE.

Em cerca de 50 economias em desenvolvimento ou emergentes, as taxas médias de crescimento per capita foram superiores a 3,5% por ano nos anos 2000. "O crescimento desencadeia novas tensões: aumento das desigualdades de renda, transformações estruturais e expectativas crescentes dos cidadãos em relação ao seu nível de vida e acesso às oportunidades", diz o relatório.

Vulnerabilidade
A OCDE afirma também que a classe média nos países emergentes permanece vulnerável, apesar do aumento da renda. "Na América Latina, a média de estudo é de 8,3 anos e poucos têm nível universitário. Também há mais trabalhadores sem carteira assinada do que no setor formal em todos os países da região, com exceção do Chile", afirma o estudo.

"Essa classe média é diferente da que conduziu ao crescimento econômico em vários países da OCDE", se referindo ao maior nível de estudos e proteções trabalhistas mais fortes nas economias ricas. O documento ressalta ainda a necessidade de elaboração de políticas em várias áreas, como orçamentária, fiscal, emprego, proteção social e imigração, para permitir a coesão social nas economias emergentes.

Fonte:http://not.economia.terra.com.br|21.11.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Renda de empregados domésticos sobe 8,1% em um ano e lidera alta

A renda dos trabalhadores que prestam serviços domésticos – incluindo empregados fixos e eventuais – saltou 8,1% em termos reais (descontada a inflação) entre outubro do ano passado e o mesmo mês de 2013, em mais um sinal de que os mais pobres estão sentindo menos os problemas econômicos do país, mais percebidos pela classe média.

Notícias Gerais, por Redação

Ibovespa opera em alta, aos 59 mil pontos

Às 10h27 (horário de Brasília), o índice paulista avançava 1,58%, aos 59.245 pontos.

Notícias Gerais, por Redação

Atrás de EUA, Brasil é 2º país mais atrativo para investidor estrangeiro

O Brasil é o segundo país mais atrativo para investidores estrangeiros, afirmou uma pesquisa divulgada pela Deloitte e Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) nesta segunda-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Ibovespa opera em alta, na expectativa de que UE firme acordo de resgate ao bancos

Após uma alta modesta na sessão anterior, o Ibovespa começou bem o pregão desta terça-feira (5), registrando valorização de 0,75% por volta das 10h20 (horário de Brasília), atingindo 53.818 pontos.

Deixe seu Comentário:

=