Publicado por Redação em Notícias Gerais - 12/09/2011

Dólar volta para R$ 1,70 e Bovespa perde 1,83%

O pessimismo generalizado nos mercados financeiros a respeito da crise europeia derruba as principais Bolsas de Valores e alimenta uma corrida para o dólar frente às demais moedas.

No front doméstico, enquanto o índice Ibovespa, o termômetro dos negócios na Bolsa brasileira, cai 1,84%, aos 54.764 pontos, o dólar volta para a marca de R$ 1,702 (alta de 1,43%), um preço não visto para a divisa americana desde dezembro de 2010.

As Bolsas europeias amargam perdas entre 1,7% (Londres) e 4,43% (Paris). Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 1%.

No domingo, a imprensa internacional destacou a advertência da Moody's a respeito de um rebaixamento dos principais bancos franceses (PNB Paribas, entre outros), devido ao carregamento de títulos da dívida grega. A Grécia está em uma delicada situação financeira, e a maioria dos analistas já vê como inevitável o anúncio de um "default" (suspensão de pagamentos).

Já no front doméstico, o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro voltou a rebaixar suas projeções para a taxa Selic deste ano, enquanto elevou a inflação prevista para o período.

De acordo com a última edição deste relatório, a taxa básica deve encerrar 2011 em 11% ao ano. A inflação projetada aumentou de 6,38% para 6,45% (pela referência do IPCA). Para 2012, a taxa esperada passou de 5,32% para 5,40%.

E apesar da disparada recente da taxa de câmbio doméstica, os analistas de bancos e corretoras ainda projetam um preço de R$ 1,60 para o final deste ano.

A este respeito, o economista Flávio Combat, da corretora Concórdia, comentou que "uma rodada de liquidez" (leia-se, mais bilhões de dólares) pelo banco central americano (o Federal Reserve) "é dada como praticamente certa" pelo mercado.

Somado a isso, o analista lembra as medidas da Casa Branca para estimular a geração de empregos (pacote de US$ 447 bilhões). "Em conjunto, as medidas tendem a contribuir para a manutenção do dólar num patamar desvalorizado", avalia.


Fonte: www1.folha.uol.com.br | 12.09.11


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