Publicado por Redação em Notícias Gerais - 11/10/2011

Dólar fecha a R$ 1,75 em sexto dia de baixa; Bovespa sobe 1%

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,759, em baixa de 0,28%, nas últimas operações registradas nesta terça-feira. Trata-se do sexto dia consecutivo em que os preços da divisa americana ficam mais baixos.

Já o dólar foi vendido por R$ 1,870 (estável) e comprado por R$ 1,690 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa sobe 1,06%, aos 53.836 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,50 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve queda de 0,06%.

O noticiário externo continua mandando nas operações do segmento de câmbio, que recuperou um pouco de volume em relação à fraca jornada de ontem. Segundo profissionais de mercado, a sinalização de uma maior estabilidade dos preços estimulou a entrada de recursos que estavam represados lá fora por exportadores.

Esse quadro de relativa "calmaria" das taxas de câmbio, no entanto, não tem tranquilizado profissionais do setor.

Hoje, pelo menos duas informações ganharam atenção especial nas casas financeiras: primeiro, as dúvidas sobre a aprovação do fundo de estabilidade financeiro reforçado pelo parlamento eslovaco, a última casa legislativa na zona do euro a apreciar a matéria; e a intervenção da China, que injetou dinheiro em vários bancos do país pela primeira vez em anos, um fato que não passou incólume por observadores que acompanham a economia do gigante asiático com alguma preocupação.

E embora o mercado tenha comemorado por antecipação a nova proposta para salvaguardar o sistema bancário europeu, a carência de detalhes e medidas efetivas deixa os agentes financeiros bastante cautelosos.

Sem esquecer que, dia a dia, as agências de "rating" (nota de risco de crédito) têm piorado suas avaliações a respeito da saúde financeira de várias instituições financeiras do Velho Continente

Por esses motivos, corretores de câmbio não descartam novas sessões de volatilidade no curto prazo.

"A taxa vai continuar pressionada e ainda vamos ver alguma volatilidade nos próximos dias. Nós não podemos esquecer que outubro, novembro e dezembro são meses de saída, em que as empresas fazem vários pagamentos ao exterior", comenta o diretor da corretora Fourtrade, Luiz Baldan.

Mas o especialista também afirma que os atuais patamares de preço são aparentemente bastante confortáveis para um dos principais participantes do mercado, o Banco Central.

"Eu creio que o objetivo do BC é que a taxa de câmbio fique entre R$ 1,75 e R$ 1,80 até o final. Se subir demais, ele volta a vender os contratos de 'swap', como nós já vimos. E também se cair demais, ele entra comprando de novo", acrescenta.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 11.10.11
 


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Ibovespa opera em alta, aos 58,9 mil pontos

Às 10h23 (horário de Brasília), o índice paulista avançava 1,32%, aos 58.954 pontos.

Notícias Gerais, por Redação

Investimento espanhol no Brasil cresce mesmo com crise na Europa

O investimento direto dos espanhóis no mercado brasileiro subiu sobe mesmo com a crise financeira que atinge principalmente a Europa. Em 2010, foram 54,8 bilhões de euros a mais do que no ano anterior, representando 47% do investimento do país na América Latina,

Notícias Gerais, por Redação

Apesar de avanços, Brasil continua em baixa em índices globais

Em 2011, o Brasil melhorou sua posição na maioria dos rankings internacionais que medem diferentes aspectos do desenvolvimento, mas, por trás de pequenos avanços, o País ainda tem desempenho fraco quando comparado a nações do chamado mundo desenvolvido.

Notícias Gerais, por Redação

Senado aumenta participação brasileira nas cotas do FMI

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto que aumenta a cota de contribuição brasileira no Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,78% para 2,31% - um aumento de 0,53 ponto percentual na comparação com a reforma ocorrida em 2008 no fundo.

Notícias Gerais, por Redação

Desemprego no país recua para 10,1%, aponta Seade/Dieese

A taxa de desemprego no país em outubro foi de 10,1%, ante 10,6% em setembro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (30).

Deixe seu Comentário:

=