Publicado por Redação em Notícias Gerais - 09/03/2012

Dilma volta a discutir mudanças na poupança

A presidente Dilma Rousseff vai reunir sua equipe econômica para avaliar se vale a pena enfrentar o desgaste eleitoral de mudar já o cálculo da caderneta de poupança ou se é possível esperar mais.

Segundo assessores, Dilma quer ouvir do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, uma avaliação técnica sobre o melhor momento para enviar a polêmica proposta ao Congresso.

A proposta técnica do governo já está pronta. Dentre as alternativas feitas pela equipe econômica, a que mais agrada a presidente é que define a correção da poupança com base num percentual da taxa de juros do BC.

Mas o receio de Dilma é comprar uma briga com o Legislativo num ano eleitoral e descobrir, meses depois, que ela poderia ter sido evitada, tal como ocorreu com Lula.

O governo Lula decidiu propor mudanças na poupança quando os juros atingiram 8,75% ao ano, gerando o risco da migração de aplicações em fundos e títulos públicos para a caderneta --que não paga Imposto de Renda e ficou mais atraente.

Em 2011, o rendimento da caderneta ficou em torno de 7%, o que significa que esse era o piso informal para os juros. Se a taxa Selic estivesse próxima desse patamar, o governo teria dificuldades para financiar sua dívida pública.

Como o dinheiro nas cadernetas é a principal fonte de recursos para empréstimos habitacionais, uma grande migração traria problemas.

Em 2009, Lula propôs cobrar IR sobre aplicações na caderneta superiores a R$ 50 mil. Foi acusado pela oposição de fazer um "confisco" na poupança e recuou. Mas a medida deixou de ser necessária quando o BC, a seguir, elevou novamente as taxas.

A equipe econômica avalia que o ideal seria enviar a proposta quando a taxa de juros atingisse 9%, para dar tempo ao Congresso de aprová-la antes de os juros chegarem a 8,5% --o piso para evitar uma migração de recursos.

Dilma quer ouvir de Mantega e Tombini se a taxa de juros pode chegar a 8,5% neste ano. Se não, o desgaste eleitoral não valeria a pena.

Fonte: Folha


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