Publicado por Redação em Dental - 04/07/2011

Dentes saudáveis na terceira idade

 

Quem pensa que ficar com os dentes moles ou mesmo perdê-los na terceira idade é normal , engana-se. Cada vez mais as pessoas estão chegando na terceira idade com muitos, senão todos, os seus dentes naturais, garantindo uma melhor condição mastigatória e de saúde geral.
 
Os vilões dos dentes, principalmente para as pessoas com mais idade, são as décadas de alimentação incorreta e os hábitos errados de higiene bucal, como não limpar a língua e escovar os dentes de forma errada. Segundo ele, esses maus hábitos causam doenças na gengiva, que, com o passar dos anos, vão deixando os dentes "moles", afetados pela doença periodontal.
 
Outro problema que aflige o idoso é a "boca seca" (xerostomia). A saliva tem uma função limpadora, além de proteger dentes, mucosas e tecidos moles da boca. "Se o paciente não tem essa proteção, é maior a chance de problemas de gengiva e de cáries". "A odontologia também faz parte da saúde geral do idoso", diz o profissional, acrescentando que muita gente se esquece de ir ao dentista. "Há idosos de 80 anos que nunca receberam informações sobre uma higiene bucal adequada. É importante que qualquer pessoa visite o dentista de seis em seis meses. Em caso de próteses, elas devem ser reavaliadas a cada dois anos, o que, geralmente, não acontece.
 
Maioria da população não tem dentes naturais
 
Com as próteses, o problema cresce ainda mais. A maioria das pessoas não tem o hábito de fazer a manutenção constante regularmente e, com o passar dos anos, elas vão ficando desadaptadas. "Muitos deixam até de usá-las e acabam ingerindo alimentos mais pastosos, o que não é saudável. Quanto mais dentes naturais você tiver, mais alimentos saudáveis você poderá comer e sua saúde ficará melhor".
 
Um estudo divulgado ano passado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo indica que 64% da população paulista na faixa de 65 a 74 anos são de desdentados. Só 10% possuem mais de 20 dentes, quando de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual deveria ser de 50%.
 
Fonte: odontologika.uol.com.br | 04.07.11

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