Publicado por Redação em Dental - 04/02/2014

Cresce o número de implantes dentários no Brasil

O uso de implantes dentários vem se tornando comum entre os brasileiros, e a busca não se dá apenas por uma questão estética, mas por todo o desconforto pelo qual os pacientes não estão mais dispostos a passar, gerado pela falta dos dentes. No Brasil, cerca de 800 mil implantes e 2,4 milhões de componentes de próteses dentárias são colocados por ano no país, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo). E 90% deste mercado é atendido pela própria indústria nacional, que vem crescendo, investindo em tecnologia e já exporta para diversos países, ainda de acordo com a associação.

O bom desempenho da indústria brasileira coloca no mercado produtos de qualidade e de custo reduzido, tornando o tratamento acessível. O aumento na demanda pela reabilitação oral com implantes também se dá pelo crescimento de especialistas habilitados para realizar tal procedimento. Entre 2004 e 2008, o número de novos implantodontistas por ano cresceu cerca de 260%. No início deste período, 287 novos especialistas foram registrados. Já no ano passado o número pulou para 748, de acordo com dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO).


Ossos sintéticos

O estimulo à capacitação e treinamento de profissionais da área é grande, e novos mecanismos de estudos vêm sendo inseridos na didática odontológica. Como por exemplo, a utilização de ossos artificiais para uso exclusivo na capacitação médica em diversas universidades e cursos contribuindo na formação de profissionais, já que a prática em ossos com deformidades – que são difíceis de serem encontrados naturalmente – são fabricados de acordo com as necessidades de cada especialidade.

No Brasil, existe apenas uma única empresa que produz ossos sintéticos exclusivamente para estudos. Trata-se da Nacional Ossos. A fábrica fica em Jaú, interior de São Paulo, e produz mais de 300 tipos diferentes de ossos do corpo humano e veterinário.


Como são realizados os implantes

Cirurgiões dentistas explicam que o implante dentário é um “parafuso” de titânio, geralmente com forma semelhante à raiz dentária. É utilizado, em Odontologia, como suporte para algum tipo de prótese dentária (não é a prótese propriamente dita, e sim um artifício para “substituir” raízes dentárias perdidas). Esse suporte é instalado no osso do paciente (na mandíbula inferior ou na maxila superior), abaixo da gengiva. Sobre o implante, o cirurgião colocará alguma prótese dentária, esta sim, similar aos dentes e coroas perdidos.Em geral, a maioria dos pacientes pode se candidatar à colocação de implantes osseointegráveis. A partir da idade de adultos jovens (após a finalização do crescimento ósseo, depois da adolescência) até idades avançadas. O fundamental é um profundo estudo do caso específico do paciente, com exames da cavidade bucal (exame clínico, radiografias, modelos articulados, tomografias) e de saúde geral (exames laboratoriais e risco cirúrgico quando necessário).

No entanto, existem contraindicações de ordem absoluta, que desabilitam o paciente a receber implantes osseointegráveis, como por exemplo, indivíduos cardiopatas de alto risco e de ordem temporária, como adolescentes antes do término do crescimento ósseo (após a finalização do crescimento estão aptos), usuários de medicamentos tais como alendronato/bifosfonados, pacientes diabéticos e hipertensos “descompensados” (após controle podem se candidatar e receberem implantes ).

A área de Implantodontia está sempre com novidades e em evolução constante. As mais atuais são técnicas que permitem, em casos selecionados, instalar implantes quase sem cortes (mínimas incisões somente para a passagem dos implantes), o que ocasiona um pós-operatório ainda mais confortável; coroas protéticas que podem ser executadas em impressoras 3D; fresadoras que diminuem o tempo de tratamento e aumentam a precisão dos trabalhos e ainda novos tipos de implantes que vêm diminuindo drasticamente o tempo de espera para a colocação das próteses definitivas.

Por Gabriela Viturino / Departamento de Comunicação do CFO


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