Publicado por Redação em Notícias Gerais - 20/06/2012

Contra crise, Brics estudam troca de moedas e criação de fundo comum de reservas

Os cinco membros dos Brics (formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) concordaram em iniciar um processo de criação de um fundo de reservas internacionais e a possibilidade de assinatura de um acordo de troca de moedas entre si. O anúncio foi feito na segunda-feira (18) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O montante a ser injetado pelo Brasil e pelos outros países membros não foi revelado. Os líderes do grupo se reuniram em Los Cabos, no México, onde acontece a cúpula do G-20, que começou na segunda e termina nesta terça-feira (19).

"Os Brics estão fortalecendo sua estrutura financeira. Esse fundo é algo importante para a confiança. Nos vamos criar uma solidariedade financeira entre nós, portanto, seremos ainda mais seguros e mais fortes do que já somos", afirmou Mantega.

Segundo o ministro, a ideia é inspirada na chamada iniciativa de Chiang Mai, um mecanismo de cooperação financeira de países asiáticos, e nos acordos de operações de troca (swaps) que o Federal Reserve negociou durante a crise de 2008.

Aporte ao FMI
O grupo também decidiu sobre o novo aporte de recursos ao FMI (Fundo Monetário Internacional) durante o encontro. Em comunicado, o fundo internacional informou que a contribuição individual do Brasil foi de US$ 10 bilhões. A maior injeção de capital do grupo foi feita pela China (US$ 43 bilhões). 

O compromisso dos Brics com o FMI foi firmado com duas condições. A primeira é que essas contribuições sejam utilizadas como última linha de defesa, e a outra é que as reformas do poder de voto dos emergentes dentro do FMI sejam implementadas no cronograma acordado pelo G-20 em 2010.

Fonte: Infomoney


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