Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 13/04/2011

Consumo de ômega-3 durante gravidez reduz depressão pós-parto

O consumo do ácido graxo ômega-3 --encontrado em peixes como o salmão-- durante a gravidez reduz o risco de depressão pós-parto, segundo um estudo de cientistas americanos publicado na terça-feira (12).

A doutora Michelle Price Judge, da Escola de Enfermagem da Universidade de Connecticut, demonstrou previamente que o consumo durante a gravidez do ácido docosahexaenoico (DHA), um ácido graxo poliinsaturado da série ômega-3, auxilia o desenvolvimento do bebê e quis saber o efeito que poderia ter na depressão pós-parto.

Para o novo estudo, analisou os hábitos alimentares de 52 mulheres grávidas que foram divididas em dois grupos. Metade tomou um placebo. Ao outro grupo foram administrados 300 miligramas de DHA, cinco dias por semana, entre as semanas 24 e 40 da gravidez, uma quantidade similar a meia porção de salmão.

Os especialistas acompanharam as mães e mediram sua situação emocional por meio de uma escala de depressão pós-parto realizada pela doutora Cheryl Beck, da Universidade de Connecticut e coautora do estudo.

Segundo outras pesquisas mencionadas pelos autores, aproximadamente 25% das mães sofrem deste tipo de depressão, que afeta as relações familiares e tem consequências no desenvolvimento afetivo da criança.

A análise dos dados indica que as mães que fizeram parte do grupo que consumiu pescado foram menos propensas a manifestar sintomas relacionados à ansiedade.

Durante o Congresso de Biologia Experimental 2011, realizado em Washington, Michelle e sua equipe assinalaram que seria necessário um estudo maior para entender o porquê e o alcance dos benefícios do ômega-3 para a saúde mental da mãe.

Ainda assim, foi recomendado o consumo de peixes ricos neste tipo de ácidos graxos entre dois e três dias por semana, já que são ricos em proteínas e minerais. Outros estudos destacaram o benefício para a saúde mental e a ajuda ao desenvolvimento cognitivo e visual das crianças.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 13.04.11


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