Publicado por Redação em Notícias Gerais - 28/06/2012

Centrais querem que fator previdenciário seja votado na próxima semana

As centrais sindicais vão pressionar o comando da Câmara para colocar em votação na próxima semana o projeto de lei que estabelece o fim do fator previdenciário.

As entidades estão insatisfeitas com a exigência do governo de uma idade mínima para as novas aposentadorias em troca da exclusão do fator.

Esse mecanismo foi fixado no início dos anos 2000 para evitar aposentadorias precoces no setor privado e leva em consideração idade, tempo de contribuição e expectativa de vida para calcular o benefício.

Com isso, quanto menor for a idade em que a pessoa se aposenta, menor será o benefício recebido.

A ideia de uma idade mínima foi lançada por ministros durante reunião coordenada por Guido Mantega (Fazenda), anteontem com os líderes da base aliada na Câmara. No encontro, a Fazenda se comprometeu a apresentar uma proposta fechada aos líderes no dia 10 de julho.

A sugestão, no entanto, não agradou as entidades que não querem esperar uma contraproposta.

"O governo quer ganhar tempo e nos enrolar. Não vamos esperar reunião alguma", disse o deputado Paulo Pereira (PDT-SP), presidente licenciado da Força Sindical.

O pedetista afirmou que não há motivo para adiar a votação do projeto, já que ele conta com apoio maciço dos líderes e tramita em regime de urgência, o que garante prioridade na pauta de votações.

A equipe econômica defende para a aposentadoria de futuros trabalhadores uma idade mínima de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres.

85/95

Na avaliação dos sindicalistas, esse limite representa uma injustiça contra os trabalhadores que ingressaram no mercado de trabalho mais cedo.

As centrais querem trocar o fator pela chamada "fórmula 85/95".

Esse novo modelo defendido pelas centrais determina que para obter aposentadoria com 100% do valor do benefício, a soma do tempo de contribuição e de idade tem que totalizar o número 85 para mulheres e 95 para os homens.O fim do fator chegou a ser aprovado em 2010, mas foi vetado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Folha


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