Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 25/02/2013

Canadenses afirmam que é possível prevenir a dor crônica controlando o estresse

Um pequeno volume do hipocampo está associado com níveis mais elevados de cortisol, aumentando a vulnerabilidade à dor

 Para quem sofre de dor crônica, como pessoas que desenvolvem dor nas costas depois de um acidente de carro, evitar os efeitos nocivos do estresse pode ser a chave para prevenir a dor. O quadro é particularmente importante para as pessoas com um hipocampo menor do que a média; pacientes que, em geral, são particularmente vulneráveis ao estresse.

Estas são as conclusões de um estudo liderado por Pierre Rainville, do Research Centre of the Institut Universitaire de Gériatrie de Montréal (IUGM) e Professor na Faculdade de Odontologia da Universidade de Montreal, em conjunto com o estudante de neuropsicologia, Étienne Vachon-Presseau.

"O cortisol, hormônio produzido pelas glândulas supra-renais, chega a ser chamado de hormônio do estresse. Nosso estudo mostra que um pequeno volume do hipocampo está associado com níveis mais altos de cortisol, que levam a uma maior vulnerabilidade à dor, aumentando o risco de desenvolvimento de dor crônica ", explica Étienne.

"Esta pesquisa desvenda novos mecanismos desta importante relação entre estresse e dor. Estamos abrindo caminhos para que pessoas que sofrem com a dor constante possam encontrar tratamentos que diminuam o impacto desta dor e talvez até mesmo impeçam sua cronicidade. Para complementar seu tratamento médico, estas pessoas devem trabalhar a gestão do stress e medo da dor, obtendo a ajuda de um psicólogo, além do uso de relaxamento ou técnicas de meditação," afirma Pierre Rainville.

Veja o Abstract do artigo publicado na revista Brain

A investigação

O estudo incluiu 16 pacientes com dor crônica nas costas e um grupo de controle de 18 indivíduos saudáveis. O objetivo foi analisar as relações entre quatro fatores: os níveis de cortisol, que foram determinadas com amostras de saliva; a avaliação da dor clínica relatada pelo paciente antes de sua varredura do cérebro (auto-percepção da dor); os volumes do hipocampo medidos com ressonância magnética anatômica (MRI); ativações cerebrais avaliadas com ressonância magnética funcional (fMRI) após estímulos térmicos da dor.

A análise dos dados revelou que os pacientes com um hipocampo menor têm níveis mais altos de cortisol e respostas mais fortes à dor aguda em uma região do cérebro envolvida na ansiedade antecipatória em relação à dor. Estes resultados suportam o modelo de vulnerabilidade à dor crônica em que as pessoas com um hipocampo menor desenvolvem uma resposta mais forte ao estresse, o que aumenta a dor e o risco de sofrer de dor crônica.

Fonte: www.isaude.net


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