Publicado por Redação em Notícias Gerais - 20/04/2012

Brasil Maior: plano precisa ser mais que um pacote, diz Fecomercio-SP

O Conselho Superior de Economia da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) abordou em um debate na manhã da última quinta-feira (19), os efeitos do Plano Brasil Maior  - pacote econômico recentemente anunciado pelo governo federal na desaceleração da economia brasileira.

De acordo com o presidente do conselho, Paulo Rabello de Castro, apesar do pacote do governo surgir com a pretensão de ser uma desoneração do meio produtivo, o mesmo será basicamente um pacote de estímulo à demanda, não sendo tão efetivo quanto foi em 2008 e 2009.

"O Brasil Maior precisa ser mais que um pacote, precisa ser uma agenda pragmática", delcarou.

Outras opniões
Tal opinião foi também compartilhada pelo economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), João Felipe Araújo. Na visão dele, o Brasil está desacelerando desde 2010, quando o País cresceu embalado pelos estímulos fiscais. "O crescimento do Brasil está calcado no crédito exterior estimulando o consumo. Não há poupança interna", afirmou.

Por isso, não é à toa que alguns economistas como os da RC Consultores defendam que seja preciso mudar o modelo de consumo brasileiro, que foi útil na recuperação econômica dos últimos 20 anos, mas já se exauriu. "O governo tem que reduzir a demanda e explorar a oferta", argumenta Fabio Silveira.

Reforma trabalhista
Paralelamente, no que diz respeito às questões trabalhistas, a expectativa é que tal cenário marque o início de uma reforma trabalhista e tributária. "A situação de quase pleno emprego está influenciando nos custos de contratação e há escassez de mão de obra em setores como construção civil", alerta o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho, José Pastore, que afirma que o País deixou de ter uma mão de obra barata.

"Os aumentos no Brasil podem ser uma bomba relógio e precisam estar ligados à produtividade", explicou Pastore.

Para ele, alguns setores podem ser asfixiados pelo próprio crescimento e pela falta de mão de obra, o que afetará o crescimento dos segmentos em questão.

Desaceleração
A desaceleração dos demais emergentes é a pedra de toque da economia do Brasil em 2012. "O Fundo Monetário Internacional, na nova predição de março/abril, confirma a piora e a desaceleração geral das economias dos países emergentes", disse castro.

Na opinião dele, esse quadro deve barrar qualquer tipo de retomada na Europa e Estados Unidos com o auxílio da exportação de produtos e serviços destas regiões para as economias emergentes.

Fonte: Infomoney


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