Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/06/2012

Brasil e China fecham acordos e anunciam fundo de R$ 60 bilhões

Após reunião com a presidente da República, Dilma Rousseff, e com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, dentro da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou nesta quinta-feira (21) uma série de acordos bilaterais entre Brasil e China, e que os dois países vão criar um fundo de troca de moedas locais (swap) na ordem de R$ 60 bilhões.

"Assim que os detalhes estiverem esclarecidos, vamos assinar. É uma reserva bilateral de recursos num momento que a economia mundial está estressada. Significa que a China poderá sacar do Brasil até o equivalente a R$ 60 bilhões, e vice-versa", explicou Mantega, que espera a para a próxima semana a consolidação deste acordo.

A criação do fundo é o primeiro desmembramento da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Los Cabos, no México, ocorrida no início da semana, por ocasião do G20. No encontro, já ficou definida a criação deste fundo de troca comum de reservas, conhecido como swap, entre os cinco países do grupo. Brasil e China, dão, desta forma, o primeiro passo neste sentido com este acordo bilateral.

"Em primeiro lugar será a China, e depois, configurando este fundo de reservas, pensando que os Brics possuem US$ 4,5 trilhões em reservas, os outros países também terão este apoio recíproco. A tendência é que os países avançados tenham problemas para se recuperar, como é o caso da Europa, enquanto os países mais dinâmicos vão gerar receitas e crescer", continuou o ministro da Fazenda.

O fundo de reservas é inspirado no que ficou conhecido na economia mundial como Chiang Mai, um acordo de cooperação financeira entre países asiáticos, além dos swaps que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, estimulou durante a crise financeira de 2008.

"A China hoje é o nosso principal parceiro comercial, responde por 17% do nosso comércio, que representam US$ 77 bilhões. Queremos uma diversificação da pauta. Os chineses estão estimulando o seu consumo doméstico e será o grande mercado consumidor do mundo. Estes acordos chegam, portanto, num momento importante. É uma relação que vai continuar se expandindo", completou Mantega.

Demais acordos bilaterais
Os acordos bilaterais que o ministro destaca como importantes para o Brasil passam desde a área de ciência e tecnologia, até mesmo pela questão cultural. Via Embraer, o governo brasileiro acertou ainda um protocolo para a contratação de um leasing para que a China possa adquirir jatos executivos comerciais brasileiros, além de uma parceria para a implantação de uma fábrica da empresa.

Além disso, os dois países assinaram tratados para o lançamento de dois satélites meteorológicos sino-brasileiros, cujos dados serão compartilhados. O primeiro deles, o CBR3, tem lançamento previsto para novembro deste ano. O segundo, em novembro de 2013.

A China foi convidada ainda a participar de projetos automotivos, e na área de gás e petróleo brasileiros. Ambos os países vão ainda abrir centros culturais de fomento ao aprendizado tanto do português, quanto do mandarim, além de bolsas para estudantes para o programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal.

"Antes era apenas 50, agora serão 250 bolsas por ano, que eles vão oferecer. Além disso, 600 vagas nas universidades chinesas sem nenhum custo para o programa, e até 5 mil vagas nos proximos 3 anos, com custos do programa, e ainda vamos negociar com as universidades que têm curso em inglês. É um bom intercâmbio para os dois países", explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Questionado se esses acordos serão cumpridos pelas empresas envolvidas, uma vez que acordos bilaterais não são novidade entre Brasil e China, e nem sempre se mantêm na prática, o ministro Guido Mantega foi enfático.

"Eu diria que estamos numa situação diferente, onde a situação europeia se agrava, os mercados europeus e americanos estão travados, que eram os principais mercados da China, então neste cenário é mais fácil prosperar acordos com a Rússia, Brasil, Índia, países que vão manter um dinamismo. Portanto, é um momento privilegiado para fazer acordos", finalizou.

Fonte: Infomoney


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