Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 18/04/2012

Brasil caminha para modelo de saúde semelhante ao inglês

Sistema britânico conta com um Estado provedor da carteira de serviços públicos, que também pode ser paga por impostos. Na opinião do Superintendente do Sírio-Libanês, Gonzalo Vecina, o País tem sete mil hospitais, mas apenas 500 de boa qualidade

Para o superintendente-corporativo do Hospital Sírio Libanês, Gonzalo Vecina, o Brasil está caminhando para ter um setor da saúde baseado nos mesmos parâmetros do sistema inglês. Conhecido como beveridgiano (William Beverige), esse conceito estipula a caracterização de um Estado provedor de ampla carteira de serviços públicos, que também pode ser feita por meio de impostos gerais.

No entanto, antes desse salto, Vecina aponta que o Brasil precisa sanar muitos gargalos no setor. “Nós temos sete mil hospitais no País, deste total, deve haver 500 que realizam um bom serviço, o resto deixa a desejar”.

Em pronunciamento no Hospital Management Summit, realizado na última quinta-feira, (12), no Amcham Business Center, em São Paulo, ele chama atenção para o fato de que temos poucas instituições que possuem as certificações conhecidas. “O número de hospitais que são reconhecidos pelas principais acreditadoras chega a 200. É muito pouco entre sete mil hospitais”.

Vecina diz ainda que do total de hospitais que existem no Brasil, grande parte são instituições pequenas. Segundo o superintendente, mais de 50% não tem UTI ou capacidade de realizar cirurgias mais complexas.

Iniciativa privada

Em sua fala, o executivo explica que a situação também é preocupante na saúde privada. “Atualmente não existe nenhuma operadora que estimule hábitos de vida saudáveis entre seus beneficiários”.

Quanto às questões ligadas a OPME Vecina conta que os problemas relacionados às altas contas que instituições e empresas de saúde tem que pagar é uma consequência do tipo de medicina que desempenhamos no Brasil.

Mesmo com posicionamento crítico, Vecina acredita que o Brasil melhorou e exemplifica ao dizer que um dos benefícios foi a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “A Anvisa foi constituída, em grande medida, porque os industriais queriam que ela existisse”.

Quando questionado sobre o futuro da saúde, Vecina diz que acredita que a saúde suplementar tende a crescer, diante das transformações do mercado. “Esse setor que hoje ocupa quase 25% do mercado tende a chegar a 35%. Mas isso vai depender da capacidade das operadoras de gerar eficiência”.

Em contrapartida, Vecina acredita que a população vai exigir que o SUS seja cada vez mais eficiente.

Fonte: saudeweb


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