Publicado por Redação em Dental - 02/12/2014

Apesar de raro, beijo também pode ser porta de entrada para a AIDS

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 35 milhões de pessoas estão infectadas globalmente com o vírus da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) – doença que pode levar entre dez e quinze anos para se manifestar. Muito já se falou que os meios mais frequentes de se contrair a doença são o sexo desprotegido (incluindo o sexo oral sem preservativo), o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas, transfusão de sangue e de mãe para filho durante a gestação. Mas pouco se fala que também o beijo de língua apresenta riscos.

De acordo com Artur Cerri, diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), é muito importante diferenciar o risco oferecido pelo beijo de língua e os ‘selinhos’ ou ‘beijos sociais’. “O contato casual, de boca fechada, não apresenta qualquer risco de transmissão do HIV. Entretanto, como é possível entrar em contato com sangue durante um beijo de boca aberta e prolongado, é importante ter cuidado. O beijo de língua, por si só, pode transmitir inúmeras doenças, que vão de uma gripe, mononucleose, hepatite B e, inclusive, AIDS – em casos extremos. Apesar de não haver trabalhos comprovando a transmissão de fato da AIDS pelo beijo, com o aumento de casos de gengivite, que é uma inflamação que geralmente desencadeia sangramento, esse risco jamais deve ser descartado”.

Como em 1° de dezembro se comemora o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, durante todo o mês haverá campanhas e manifestações para alertar a população sobre como prevenir essa doença que, embora tratável, pode debilitar muito o paciente. “Uma das grandes contribuições que podemos oferecer é dizer às pessoas que evitem beijar desconhecidos com tanta intimidade, bem como doentes (independentemente da doença) e parceiros com úlceras labiais. Manter uma boa higiene bucal e procurar um cirurgião-dentista sempre que houver qualquer indicação de que há algo errado nas partes moles da boca – especialmente candidose oral sem justificativa – também contribuirá para manter a saúde em dia. Com relação à AIDS, nada deve ser negligenciado”, diz Cerri.

Fonte: www.apcd.org.br


Posts relacionados

Dental, por Redação

Livre sua escova de dentes de fungos e bactérias

A escova de dentes é a maior aliada da saúde bucal, mas também pode se tornar uma inimiga se não for conservada adequadamente. Isso porque o instrumento se torna o ambiente ideal para que bactérias, fungos e vírus proliferem.

Dental, por Redação

Chupeta entorta os dentes, mamadeira dá cárie; mitos e verdades sobre saúde oral infantil

Existem muitos mitos em torno do tema saúde bucal, mas o assunto é mais preocupante quando se trata de como cuidar dos dentes da criançada. Isso porque um erro nessa fase da vida pode significar problemas futuros.

Dental, por Redação

5 dicas para aproveitar o carnaval e cuidar da saúde bucal

Mal o corpo se recuperou dos excessos de fim de ano, e o Carnaval já está aí para jogar todo mundo na festa novamente. Dá para aproveitar os quatro dias de folia sem deixar alguns cuidados com a saúde de lado.  

Dental, por Redação

Os efeitos do cigarro sobre os dentes e a boca

Quais os perigos que a fumaça do cigarro representa para a saúde bucal? O uso crônico de tabaco é considerado um fator de risco para uma série de doenças orais. Toda forma de uso de tabaco é comprovadamente prejudicial à saúde do homem e especialmente da boca. O consumo de cigarros, charutos ou produtos de tabaco mascado pode causar prejuízo à saúde bucal. A maioria das pesquisas encontradas na literatura é relacionada ao uso de tabaco na forma de cigarros.

Deixe seu Comentário:

=